Professores da Ufal Arapiraca debate na França 'América Latina na perspectiva decolonial'
Colóquio Internacional reuniu mais de 130 pesquisas para discutir os desafios contemporâneos da região
Nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, a Maison de la Recherche da Université de Toulouse Jean Jaurés sediou o Colóquio Internacional Repensar América Latina, evento promovido pelo Laboratório de Estudos do Discurso (LED) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pela Associação de Filosofia e Libertação (Afyl Brasil) e pelo Centro de Estudos Ibéricos e Iberoamericanos (Ceiiba) da Universidade de Toulouse.
O evento teve como coordenadora geral a professora Lídia Ramires, docente do curso de Jornalismo e do Programa de Pós-graduação em Linguística e Literatura (PPGLL) da Ufal. Para ela, “o Colóquio Internacional Repensar a América Latina foi um marco na relação entre as duas universidades e as pesquisas entre os dois países, ampliando as reflexões e consolidando, definitivamente, o diálogo e a colaboração entre nossas instituições”.
Com uma programação ampla e interdisciplinar, o colóquio contou com nove palestras de especialistas da Ufal, Université de Toulouse, Ifal e Unicamp, e a apresentação de 137 trabalhos acadêmicos em 15 sessões temáticas, distribuídas por 23 salas de debates ao longo dos três dias de evento.
O professor Sóstenes Ericson, do Campus Arapiraca e do PPGLL/Ufal, também na coordenação do colóquio, destacou ainda a abrangência dos temas apresentados: "Recebemos trabalhos que discutiram gênero, antirracismo, meio ambiente, movimentos sociais, cultura, patrimônio, comunicação, economia e política, sempre articulados a epistemologias decoloniais e ao diálogo com a Europa”, destacou.
No dia 14, o evento teve continuidade de forma remota, conectando pesquisadores de diversas nacionalidades, além de França e Brasil, como Chile, Argentina, Paraguai e México, para discutir os desafios contemporâneos da América Latina sob uma perspectiva decolonial.
Willames Frank, coordenador da Afyl Brasil, avaliou a realização do colóquio como uma experiência enriquecedora tanto do ponto de vista acadêmico quanto político. “Participar da organização e do debate com pesquisadores de diferentes países reforçou a importância de repensarmos a América Latina a partir de nossas próprias experiências e epistemologias”, disse. Para ele, que também apresentou pesquisa no evento, “a troca de perspectivas e a conexão com outras redes de pesquisa são fundamentais para fortalecer o pensamento crítico e a luta por novas formas de conhecimento”.
As pesquisas apresentadas no colóquio foram em português, francês e espanhol, reforçando seu caráter internacional.
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