Miss deixa homem com impotência sexual após cirurgia e foge do Brasil
A mesma mulher já foi acusada de ter assassinado uma amiga, mas foi absolvida por falta de provas. Agora, é procurada pela Interpol
Uma mulher responsável por lesão corporal grave em um paciente está foragida da polícia. A ex-miss Goiás Luana Nadejda Jaime, de 45 anos, fugiu após deixar um homem com impotência sexual durante um procedimento estético de preenchimento peniano. Ela entrou na lista de procurados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
O caso aconteceu em 2024. O paciente fez o procedimento com Luana, que usava certificado falso, e apresentou complicações. Ela foi denunciada à polícia, que acredita que a mulher está foragida na Europa. “O mandado de prisão está com a Interpol e temos notícias de que ela está na Europa, mas onde especificamente nós não sabemos”, declarou a delegada responsável pelo caso, Déborah Melo.
Uma outra mulher foi presa na operação da Polícia Civil que tentava localizar Luana. Também acusada de causar lesão corporal grave, mas pelo caso de uma mulher que passou por um procedimento em sua clínica de estética e foi parar na UTI, sendo entubada, Maria Silvânia, 45, foi localizada pela polícia. A mulher dizia ser enfermeira, o que não procede.
Maria Silvânia é dona de uma clínica estética em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Os policiais cumpriram a prisão junto da Vigilância Sanitária do município e, após diversas irregularidades serem encontradas, a clínica foi interditada.
A delegada explicou que as investigações começaram no fim de 2023, após a paciente de Maria Silvânia ficar em estado grave. Na delegacia, a presa declarou ter cursado Biomedicina on-line e uma pós-graduação junto a Luana, que se apresentava como enfermeira. Apesar das declarações, Maria Silvânia não tem registro no Conselho Regional de Biomedicina.
Em 2024, Maria Silvânia passou a apresentar um diploma em Enfermagem, inscrito no conselho da categoria, que também era falso.
Essa não é a primeira vez que Luana enfrenta problemas com a Justiça. Em 2014 ela foi absolvida da acusação de ter assassinado a amiga Gilvânia Lima de Oliveira, em dezembro de 2000.
Segundo a polícia, à época, ela era considerada a principal suspeita do crime, que teria sido motivado por ciúmes. Gilvânia foi morta após sair para beber com Luana, após levar três tiros em um terreno baldio. A absolvição se deu por quatro votos a três, com o júri optando por não a condenar por falta de provas.
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