Ansiedade e alimentação: veja os alimentos que podem agravar os sintomas
Adotar uma alimentação mais natural pode ajudar a equilibrar o sistema nervoso, reduzindo os sintomas
Pouca gente sabe, mas o que colocamos no prato pode ter um impacto direto na saúde mental. A psiquiatra e especialista em nutrição Uma Naidoo, autora do livro This Is Your Brain on Food, explica que “os alimentos que consumimos influenciam profundamente nosso bem-estar emocional e cognitivo, por conta da estreita conexão entre o intestino e o cérebro”.
Segundo a especialista, mais de 90% dos receptores de serotonina — neurotransmissor associado ao humor, sono e cognição — estão localizados no intestino. Isso mostra como as escolhas alimentares podem interferir no equilíbrio emocional, inclusive agravando quadros de ansiedade.
No Brasil, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o país tem a maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade no mundo: aproximadamente 9,3% da população sofre com a condição. Diante disso, entender como a alimentação pode interferir nos sintomas é fundamental.
Alimentos que podem piorar a ansiedade, segundo especialistas:
Carnes processadas
Presunto, salsicha, salame e embutidos, em geral, contêm nitratos e aditivos químicos que promovem inflamação no organismo — inclusive no cérebro. “A inflamação cerebral está associada ao surgimento de distúrbios como a ansiedade”, afirma Uma Naidoo.
Produtos com alto teor de açúcar
Doces, refrigerantes, pães brancos, massas refinadas e sucos industrializados são ricos em açúcares adicionados. Estudos mostram que o consumo excessivo de açúcar pode provocar alterações na neurobiologia cerebral, afetando estados emocionais e comportamentos. “É essencial evitar alimentos que causem picos e quedas bruscas nos níveis de glicose no sangue”, orienta o médico Daniel Amen.
Alimentos ultraprocessados
Chips, salgadinhos de pacote, fast food e congelados prontos para consumo são ricos em gorduras ruins, aditivos e conservantes. “Um estudo recente revelou que pessoas que consomem mais ultraprocessados têm maior probabilidade de apresentar sintomas de ansiedade e depressão”, aponta a nutricionista Angel Luk.
Corantes artificiais e adoçantes químicos
Substâncias como aspartame, sacarina e corantes alimentares artificiais podem gerar “neuroexcitabilidade”, segundo a médica Gina Nick. Isso pode levar a sintomas como irritabilidade, inquietação e até crises de ansiedade, especialmente em crianças e adolescentes.
Grãos refinados
Alimentos como arroz branco, bolos e pães feitos com farinha branca têm alto índice glicêmico e promovem inflamação, além de prejudicarem o microbioma intestinal — conjunto de bactérias benéficas que atuam na comunicação entre intestino e cérebro. “Isso compromete diretamente a saúde mental”, reforça Naidoo.
Adotar uma alimentação mais natural, com foco em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas de boa qualidade, pode ajudar a equilibrar o sistema nervoso, reduzindo os sintomas de ansiedade. Para quem convive com o transtorno, buscar apoio profissional e orientação nutricional é um passo importante para a melhora do quadro.
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