Deputado Cabo Bebeto critica invasão do MST a prédios públicos de Alagoas
Declaração ocorre dois dias após os militantes ocuparem as sedes das secretarias da Agricultura e da Fazenda
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) usou suas redes sociais, nesta terça-feira (22), para criticar a atuação do governador Paulo Dantas (MDB) diante das recentes invasões promovidas por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a órgãos públicos estaduais em Alagoas. A declaração ocorre dois dias após os militantes ocuparem as sedes das secretarias da Agricultura e da Fazenda e segundo informações, seguem agora em direção à sede do INCRA.
“O governador Paulo Dantas, quando é com policial civil, ele é muito corajoso e valente, mas quando é com o Movimento Sem Terra, com essa turma que invade prédio público e fazenda dos outros, ele é frouxo. É uma coragem relativa”, declarou o parlamentar.
“Alguém lembra do 8 de janeiro? Parece que uns podem e outros não podem”, questionou.
O parlamentar afirmou ainda que os invasores estão posicionados ao lado do Palácio República dos Palmares e sugeriu que “deveriam ir lá, cobrar ao governador e ao governo federal que eles apoiaram e que não resolvem o problema deles. É uma política que quer manter esse povo sempre assim, dependente. Mas aqui tem lei e a gente vai cobrar a sua execução”, disse.
Cabo Bebeto informou que já enviou um ofício à Secretaria da Agricultura solicitando providências e afirmou que vai cobrar o cumprimento da legislação vigente, que prevê multa de aproximadamente R$ 110 mil em casos como este. “Espero que eles paguem por isso”, enfatizou.
O deputado também fez uma crítica à atuação da segurança pública, ressaltando a diferença de tratamento em comparação ao episódio de uma manifestação pacífica de policiais civis.
“Depois desse tempo, acampados, só hoje chegou uma viatura da Polícia Militar. Bem diferente do que aconteceu no prédio da Procuradoria Geral do Estado, quando os policiais civis estavam de forma ordeira fazendo uma manifestação na frente do prédio. Chegaram lá quase 100 policiais militares para impedir que os policiais civis se manifestassem”, relatou.
“Esse é o governo do Estado. Uma mão pesada para o funcionário público, mas uma mão amiga para quem gosta de invadir terra dos outros e também prédio público. Dois pesos e duas medidas. Essa é a política da esquerda”, concluiu.
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