Após execução de delegado, promotor defende proteção vitalícia de autoridades que atuam contra o crime organizado
Declaração foi dada após o assassinato do delegado Ruy Ferraz, morto em Praia Grande; ele era alvo de ameaças desde 2006
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya destacou a necessidade de que agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado tenham proteção garantida mesmo após a aposentadoria. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira (15), após a morte do delegado aposentado Ruy Ferraz, em Praia Grande, litoral de São Paulo.
“Uma autoridade que dedicou mais de 40 anos da vida ao enfrentamento ao crime organizado deveria ter a proteção do Estado”, afirmou o promotor, que atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.
Segundo Gakiya, Ferraz vinha recebendo ameaças desde 2006, atribuídas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). “Para eles, é questão de honra cumprir os decretos. Foi isso que aconteceu com o doutor Ruy”, declarou.
O próprio promotor revelou já ter sido alvo de intimidações por parte de líderes da facção. “Ouvi de um deles: ‘o senhor vai ser morto um dia’”, relatou.
O caso reacendeu o debate sobre medidas de proteção permanente para profissionais que dedicam a carreira a enfrentar organizações criminosas, mesmo depois de deixarem a ativa.
Quer que eu desenvolva essa matéria com mais contextualização sobre a carreira do delegado Ruy Ferraz e o histórico de atuação dele contra o crime organizado?
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