MPAL recomenda ações sobre jacarés e animais silvestres em Arapiraca
Riscos à população e fauna geram ação urgente do MPAL
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a implementação de uma política municipal de manejo e conservação da fauna silvestre no município. A medida foi adotada após diversos registros da presença de jacarés, jiboias e capivaras nas proximidades do Riacho Piauí, especialmente na região da Ladeira do Claudionor, o que tem gerado riscos à população e impactos ambientais.
De acordo com o promotor de Justiça Cláudio José Moreira Teles, titular da 11ª Promotoria, além dos constantes flagrantes de animais de grande porte circulando em vias públicas e ciclovias, houve registro de um ataque de jacaré a uma criança em março de 2024, no bairro Ouro Preto, reforçando a necessidade de medidas urgentes de proteção tanto para os moradores quanto para a fauna local.
Também segundo ele, foi realizada uma diligência pelo Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL, onde ficou constatada a ausência de placas de sinalização, a falta de barreiras de contenção e denúncias de que trabalhadores das obras de urbanização às margens do riacho estariam caçando jacarés para consumo, prática que configura crime ambiental.
Recomendação
Diante desse cenário, o MPAL expediu a Recomendação nº 01/25 ao Município de Arapiraca para que adote medidas emergenciais e estruturais. Entre elas, estão a instalação de placas de advertência e cercas em até 10 dias nas áreas de risco; realização de campanhas educativas para orientar a população sobre como agir ao avistar os animais; intensificação da fiscalização para coibir caça e maus-tratos; e elaboração, em até 20 dias, de um Plano de Manejo e Conservação da Fauna Silvestre, contemplando resgate, remoção segura e definição de locais adequados para soltura.
O MP ainda orientou a prefeitura a fiscalizar de forma rigorosa as obras de urbanização na região, prevenindo práticas que coloquem os animais em risco e comunicando qualquer irregularidade aos órgãos ambientais competentes. “A preservação da vida humana e a proteção da fauna silvestre são responsabilidades que caminham juntas. É preciso uma resposta imediata e planejada do poder público para que esse conflito socioambiental seja solucionado com equilíbrio e responsabilidade”, afirmou o promotor Cláudio José Moreira Teles.
A Prefeitura de Arapiraca foi notificada sobre a recomendação no último dia 8, e terá prazo de 10 dias para responder ao MPAL sobre os pedidos feitos. O não cumprimento dela poderá resultar em medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo responsabilização por improbidade administrativa e reparação de danos ambientais e morais coletivos.
Últimas notícias
Alfredo Gaspar garante R$ 816,4 mil em investimentos para a região Norte de Alagoas
Com mais de 1.400 romeiros, São Sebastião realiza grande romaria em Juazeiro do Norte
Idoso atropelado em Maragogi aguarda cirurgia após material hospitalar acabar, diz família
Mulher é presa após agredir policial e causar confusão em via pública no Benedito Bentes
Mendes manda PF apurar suposta espionagem contra secretário do Recife
Prova da CNH: baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados brasileiros, e serão 11 em fevereiro
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
