Moradores e fiéis católicos contestam construção de quiosque em frente à Igreja no centro de Coité do Nóia
Debate gera tensão na Câmara de Vereadores da cidade
A construção de um quiosque público em uma área considerada extremamente próxima à Igreja Matriz de São Benedito, em Coité do Nóia (AL), tem gerado grande preocupação entre moradores e fiéis católicos. A estrutura está prevista praticamente diante da porta principal do templo, o que, segundo a comunidade, poderá comprometer o ambiente de oração, silêncio e recolhimento tradicionalmente vivido no local.
A apreensão cresceu depois que o ponto de instalação foi alterado e aproximado ainda mais da igreja. Moradores e fiéis temem que o quiosque provoque poluição sonora, aumento de aglomeração, consumo de bebidas alcoólicas e prejudique missas, procissões e atividades religiosas realizadas no espaço externo da Matriz — especialmente utilizado por idosos e devotos.
Segundo os próprios moradores e fiéis, a Paróquia São Benedito enviou um requerimento formal solicitando a reconsideração do local da obra. O documento foi entregue à Prefeitura Municipal, à Câmara Municipal e a todos os vereadores. Na Prefeitura, porém, o requerimento não foi assinado pelo prefeito, que alegou impossibilidade técnica e burocrática para alterar o projeto. O protocolo acabou sendo assinado apenas por uma servidora municipal.
Os fiéis destacaram ainda que a Paróquia estava aberta ao diálogo, buscando uma solução conjunta que preservasse o espaço sagrado sem impedir o desenvolvimento urbano.
Discussão acalorada na Câmara
O tema foi debatido na sessão da última terça-feira (25), quando o vereador João Fernando levou o assunto ao plenário. Durante a discussão, o presidente da Câmara, André Maninho, afirmou que “o gestor e o padre deveriam baixar a bolinha, baixar o ego”. Imediatamente, João Fernando reagiu, classificando a declaração como uma fala imprópria, ressaltando que o presidente não respeitou o gestor nem o padre da cidade.
Diante da situação, o vereador pediu que a fala do presidente fosse registrada em ata. No entanto, segundo relatos, o presidente respondeu que “não era para registrar” e acrescentou: “quem manda aqui sou eu”. A atitude foi interpretada como autoritarismo e abuso de poder.
Após a repercussão negativa, a Câmara retirou o vídeo completo da sessão das redes sociais. Apesar disso, trechos da fala do presidente continuam circulando entre os moradores.
Moradores e fiéis pedem que o quiosque seja realocado
Moradores e fiéis lembram que o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal, protege os locais de culto e suas liturgias. Com base nisso, pedem que o quiosque seja realocado para outro ponto da praça, de modo que o projeto de lazer seja mantido sem comprometer o ambiente de oração e a vivência religiosa da comunidade católica.
A população aguarda que o Executivo e o Legislativo encontrem uma solução que concilie desenvolvimento urbano, respeito religioso e convivência harmoniosa.
A situação segue em debate e deve continuar repercutindo nos próximos dias.
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