Idoso aguarda há quase 50 dias por cirurgia no colo do fêmur, em Arapiraca, e família aciona a justiça
Ernesto Barbosa de Figueiroa, de 79 anos, sofreu uma queda, em casa, no final de outubro e quebou o colo do fêmur
Um idoso de 79 anos está há quase 50 dias com fratura no colo do fêmur sem conseguir realizar a cirurgia necessária, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A denúncia foi feita pela filha dele, Nilda Figueiroa, que relata uma sequência de falhas no atendimento desde o acidente doméstico sofrido pelo pai, no fim de outubro, até a alta hospitalar sem a realização do procedimento cirúrgico. Diante da situação, a família decidiu acionar a Justiça.
Segundo o relato da filha, o idoso sofreu uma queda em casa por volta dos dias 23 ou 24 de outubro. Inicialmente, ele não apresentou queixas intensas de dor, mas, após dois dias, a família o levou a uma unidade de emergência, onde foi realizado um exame de raio-X. Na ocasião, o médico informou que não havia fratura, e o paciente foi liberado para casa.
Pouco tempo depois, no dia 25 de outubro, o quadro de saúde do idoso se agravou. Ele passou mal e foi levado para a UPA da região da Venda do Futuro, onde ficou internado e, no dia seguinte, foi encaminhado para o Hospital Chama, em Arapiraca. Conforme a filha, mesmo com dores persistentes na perna, o problema só foi identificado cerca de dez dias depois, quando um novo exame confirmou a fratura no colo do fêmur.
Ainda de acordo com Nilda Figueiroa, houve uma tentativa de regulação para transferência do paciente a outra unidade hospitalar, em Coruripe, onde a cirurgia poderia ser realizada. A família chegou a aguardar o transporte por um dia inteiro, mas, no fim da tarde, foi informada de que a regulação havia sido cancelada. Desde então, não houve nova transferência nem realização do procedimento.
O idoso permaneceu internado no Hospital Chama por mais de 40 dias e recebeu alta na última sexta-feira (12), mesmo sem ter passado pela cirurgia. Atualmente, ele está em casa, acamado, ainda com o fêmur quebrado, aguardando uma definição.
“Mais ou menos para o dia 23, 24, ele teve um acidente em casa de outubro ele caiu. Aí a gente passou uns dois dias sem reclamar. Depois de dois dias a gente levou ele na UE e o médico tirou um raio-X, rodou a perna dele, disse que não tinha nada, não tinha fratura. Levamos ele para casa. Quando foi no dia 25 de outubro, ele começou a passar mal”, relatou a filha.
Diante da alta hospitalar e da ausência de solução pelo sistema público, a família precisou arcar com despesas particulares. Segundo Nilda, foi necessário pagar uma consulta médica privada, mesmo com o idoso impossibilitado de sair de casa, para conseguir prescrição de medicamentos que aliviassem a dor e permitissem que ele permanecesse em casa em condições mínimas de cuidado.
“Tivemos que pagar essa consulta para ele, o médico, poder passar o remédio e para o médico fazer o orçamento do valor da cirurgia, né? Porque como vamos acionar a justiça, a gente teve que procurar por conta própria valor de hospital, valor de cirurgião, valor de material, de tudo isso para poder colocar tudo isso lá na Defensoria Pública”, afirmou.
O Hospital Chama é uma unidade privada, mas que também atende pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição é parceira da rede pública e realiza atendimentos a pacientes particulares, conveniados e via SUS, incluindo serviços de alta complexidade, como nefrologia, oncologia e transplantes, além de atendimento a gestantes de baixo risco por determinação do Estado.
A redação do portal 7Segundos entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), mas foi informada de que, por se tratar de um hospital particular, o órgão estadual não poderia se manifestar sobre o caso, mesmo sendo um atendimento pelo SUS. Também houve contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, que, até o fechamento desta matéria, não havia retornado.
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