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Justiça Argentina aciona EUA e pede extradição de Maduro

Justiça formaliza pedido para que Maduro seja ouvido na Argentina em caso sobre crimes contra a humanidade

Por Metrópoles 04/02/2026 17h05
Justiça Argentina aciona EUA e pede extradição de Maduro
O pedido foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos, responsável por um processo que tramita desde 2023 - Foto: XNY/Star Max/GC Images

A Justiça da Argentina solicitou nesta quarta-feira (4/2) aos Estados Unidos a extradição do líder chavista Nicolás Maduro, atualmente detido em Nova York, para que ele seja interrogado no âmbito de uma investigação por crimes contra a humanidade, segundo decisão judicial.

O pedido foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos, responsável por um processo que tramita desde 2023 e se baseia no princípio da jurisdição universal, que permite a um país investigar e processar graves violações de direitos humanos independentemente de onde tenham ocorrido.

“Cumpram-se rigorosamente os requisitos estabelecidos no mencionado Tratado, e proceda-se ao pedido de extradição através da Direção de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Nação, junto com a documentação exigida”, afirma o texto.

Queda de Maduro

• Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA em 3 de janeiro, junto da esposa, Cilia Flores.

• Segundo o governo norte-americano, a ação fez parte de uma operação norte-americana na América Latina, cujo objetivo é combater o tráfico de drogas.

• Atualmente, Maduro está preso em um centro de detenção localizado em Nova York.

• Acusado de crimes relacionados ao tráfico de drogas — sem provas concretas apresentadas até o momento —, ele aguarda julgamento.

Segundo a determinação, a extradição deve ser formalizada por meio da Direção de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores argentino, conforme o Tratado de Extradição firmado entre Argentina e Estados Unidos em 1997.

Conforme o documento, o objetivo é que Maduro seja submetido ao processo judicial argentino e preste depoimento sobre as acusações, que se originam de denúncias movidas por organizações civis representando vítimas venezuelanas.