Rute Nezinho cobra responsabilidade institucional e alerta para riscos de decisões que fragilizam a proteção da infância
Ela levantou debate sobre os limites da interpretação jurídica quando envolve crianças e adolescentes
A vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho, utilizou as redes sociais para externar posicionamento sobre um caso julgado em Minas Gerais que ganhou repercussão nacional e levantou debate sobre os limites da interpretação jurídica quando envolve crianças e adolescentes.
A manifestação ocorreu após a absolvição, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, de um homem de 35 anos que havia sido denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por manter conjunção carnal e atos libidinosos com uma menina de 12 anos. A mãe da criança também havia sido denunciada por ter consentido a relação.
Em sua publicação, Rute Nezinho afirmou que a sociedade não pode tratar situações dessa natureza com normalidade. Segundo ela, “não podemos naturalizar decisões que silenciam a infância. Proteger nossas crianças e adolescentes é um dever inegociável”.
O caso teve início em abril de 2024. O homem possuía antecedentes por crimes como homicídio e tráfico de drogas. Em novembro de 2025, ele e a mãe da menina foram condenados pela 1ª Vara Criminal da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari a nove anos e quatro meses de prisão. Após recurso, o processo foi reavaliado e resultou na absolvição.
No vídeo publicado, ela contextualizou o impacto da decisão. “Uma menina de 12 anos virou tema de decisão judicial. Isso deveria doer em todos nós, porque quando a infância precisa se defender sozinha, algo está profundamente errado”, declarou.
Rute chamou atenção para o fundamento utilizado no julgamento. “A absolvição ocorreu sob o argumento de vínculo afetivo e anuência familiar. Mas criança não é parceira conjugal”, afirmou, ao destacar que o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece garantias que não podem ser relativizadas.
Ela também alertou para o alcance institucional de decisões dessa natureza. “Quando decisões criam exceções, abre-se um precedente perigoso que pode enfraquecer leis construídas para proteger os mais vulneráveis”, pontuou.
Em tom direto, Rute defendeu a necessidade de coerência na aplicação da legislação existente. “Nós temos leis fortes. O que precisamos é de aplicabilidade severa e coerente”, disse.
Rute concluiu sua manifestação com um chamado à responsabilidade coletiva. “Menina não é esposa. Infância não é negociação. Nenhuma tradição ou interpretação jurídica pode estar acima do direito de uma criança viver plenamente sua fase de crescer, estudar e sonhar”.
Ao levar o tema ao debate público, ela convocou sociedade e sistema de Justiça a refletirem sobre os impactos de decisões que, segundo sua avaliação, podem ultrapassar os limites da proteção legal destinada à infância.
“Proteger a infância hoje é garantir um futuro digno. Toda menina é filha da nação e responsabilidade de todos nós”, finalizou.
Veja também
Últimas notícias
Guilherme Lopes amplia base e recebe apoio de vereador de Quebrangulo
Estudantes alagoanos brilham em exposições de telas sobre Nise da Silveira no Cine Arte Pajuçara
Grupo de Capoeira Mandingueiros de Penedo celebra 18 anos de atividades
Programa “Esporte para Todos” é lançado com grande participação popular em Palmeira dos Índios
Ex-jogador Raí será palestrante durante Semana do MEI em Penedo
Soldado de Israel faz foto com cigarro na boca de Virgem Maria
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
