Polícia

Pai de vítima de estupro é denunciado por importunação sexual após procurar ajuda para a filha

Suspeito foi intimado pela Justiça e está proibido de manter contato ou se aproximar da vítima

Por 7Segundos 01/04/2026 17h05 - Atualizado em 01/04/2026 18h06
Pai de vítima de estupro é denunciado por importunação sexual após procurar ajuda para a filha
Mulher denuncia importunação sexual e Justiça determina medidas protetivas em Taquarana - Foto: Imagem gerada por IA

Uma mulher denunciou ao 7Segundos, nesta quarta-feira (1º), um caso de importunação sexual no município de Taquarana, no Agreste de Alagoas. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e resultou na concessão de medidas protetivas pela Justiça.

De acordo com o relato da vítima, o suspeito é um homem conhecido na região e pai de uma jovem que foi vítima de estupro em Coité do Nóia. Ele teria passado a enviar mensagens e áudios de conteúdo sexual após receber ajuda da mulher, em um momento delicado envolvendo a família dele.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que conhecia o homem apenas de vista e que chegou a prestar apoio quando ele buscava atendimento para a filha em um posto de saúde. Após o contato, o suspeito teria começado a frequentar seu local de trabalho, além de enviar mensagens de cunho sexual e convites inapropriados. 

Em um dos áudios aos quais o 7Segundos teve acesso, o suspeito continuou com as investidas mesmo após ter sido repreendido. A insistência teria causado constrangimento à vítima e repercutido no ambiente familiar, após mensagens serem visualizadas por sua filha, uma adolescente de 16 anos.

"Agora eu tenho culpa de gostar de você, eu tenho culpa de querer g*zar em você [...] Eu não consigo tirar você do pensamento. Você devia ter medo de mim se eu tivesse lhe ameaçando, lhe obrigando a fazer alguma coisa, mas eu nem tô lhe obrigando e nem tô lhe maltratando. Quero lhe ab*sar do mesmo jeito, mas você não entende, você nunca pegou um cara que nem eu [...]", traz o áudio.

Diante dos fatos, a mulher procurou a polícia e apresentou provas, incluindo mensagens e áudios. No dia 27 de março, a Justiça determinou medidas protetivas, proibindo o suspeito de manter contato com a vítima, se aproximar a menos de 200 metros ou frequentar locais onde ela esteja.

O descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

O 7Segundos tenta contato com o suspeito, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.