Politicando
Pesquisa confirma favoritismo de JHC; Rafael Brito atinge dois dígitos pela primeira vez
Prefeito de Maceió tem 76%, enquanto o candidato dos Calheiros aparece com 12% das intenções de voto
A disputa pela cadeira de prefeito da capital alagoana segue com o atual gestor na liderança das intenções de voto. A pesquisa divulgada nessa terça-feira confirma o favoritismo de JHC (PL) e mostra, pela primeira vez, um crescimento nos números de Rafael Brito (MDB).
No levantamento espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, JHC lidera com folga aparecendo com 76% das intenções de voto. O candidato Rafael Brito, que vinha pontuando 4% nas últimas pesquisas, tem 12% do eleitorado ouvido pelo instituto. Já Lobão (Solidariedade), ficou com 1% das intenções. Brancos e nulos somam 4%, e o percentual de indecisos chega a 7%.
No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes e o partido dos candidatos, JHC mantém a liderança e chega a 78%, Rafael Brito mantém os 12% da pesquisa espontânea, e Lobão tem 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 2% e 7% dos ouvidos estão indecisos.
Repetindo o cenário de pesquisas anteriores, o ex-vereador Lobão é o mais rejeitado entre os candidatos à Prefeitura de Maceió com 59%. Confira a lista:
• Lobão (Solidariedade) – 59%
• Rafael Brito (MDB) – 12%
• Lenilda Luna (UP) – 6%
• JHC (PL) – 5%
• Nina Tenório (PCO) – 2%
• Não respondeu – 16%
O levantamento foi realizado pelo Instituto DataTrends entre os dias 5 e 6 de setembro e ouviu 800 eleitores.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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