Influencer ajudou hackers da Coreia do Norte a roubarem 7 bilhões de reais, acusa justiça americana
O nigeriano Hushpuppi fazia sucesso nas redes com seus posts de ostentação e luxo e já foi extraditado e preso nos EUA
Uma história digna de thriller de espionagem e que provavelmente Hollywood já está de olho para levar às telas.
De acordo com promotores da justiça norte-americana, o influencer nigeriano conhecido como Ray Hushpuppi conspirou com hackers da Coreia do Norte para roubar 7 bilhões de reais (1,3 bilhão de dólares) de empresas e bancos dos Estados Unidos e de outros países. As informações junto às autoridades foram obtidas pelo jornal New York Post.
Atualmente, a personalidade da internet está presa por outras acusações. Em julho, ele foi extraditado de Dubai para os EUA para responder por lavagem de dinheiro e fraude, em um caso que envolvia escritórios de advocacia, um banco e até mesmo um clube da Premier League da Inglaterra.
Ramon Oloruwa Abbas, nome de batismo de Hushpuppi, tem 37 anos e fazia sucesso há bem pouco tempo nas redes sociais ostentando uma vida luxuosa - no seu perfil no Instagram com 2,5 milhões de seguidores, mesmo sem ter postagens novas desde junho no ano passado, há diversos recortes da sua então vida entre carros caríssimos, como Rolls Royce e Bentley, hotéis cinco estrelas, roupas e acessórios de grife e jatinhos.
Há, por exemplo, um vídeo no restaurante Salt Bae, em Dubai, frequentado por celebridades internacionais e craques do mundo do futebol, com o "bife de ouro" do chef Nusret Gokçe, um prato de mil dólares - confira abaixo.Hushpuppi é acusado de ajudar um trio de hackers da Coreia do Norte a roubar especificamente um fundo de investimentos em Malta, em fevereiro de 2019. “Agentes da Coreia do Norte, usando teclados em vez de armas, roubando carteiras digitais de criptomoedas em vez de sacos de dinheiro, são os principais ladrões de banco do mundo na atualidade”, disse o procurador-geral assistente John Demers da Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça em comunicado divulgado este mês.
As acusações contra Hushpuppi não se restringem à parceria com os norte-coreanos e a sua atual detenção. De acordo com as autoridades dos EUA, ele também colaborou com o canadense Ghaleb Alaumary, acusado de lavar milhões de dólares em caixas eletrônicos nos EUA, Paquistão e Índia, dizem os promotores.
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