Ex-atacante Roni é preso durante jogo em Brasília; CSA nega ligação com empresário
Acusação é de evasão de renda nos jogos do Mané Garrincha; Diretoria Azulina diz que acertou com outra empresa para realização do jogo
O ex-atacante Roni foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal neste sábado (25) durante o jogo Botafogo x Palmeiras no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Também foi detido o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Daniel Vasconcelos, além de Leandro Brito, sócio do ex-jogador.
Com passagens por Fluminense e seleção brasileira, Roni hoje é empresário, responsável por levar a partida para a capital federal. Segundo a reportagem da ESPN, ele costuma negociar jogos dos times cariocas fora do Rio de Janeiro (CSA x Flamengo também em Brasília e Vasco x Corinthians em Manaus foram intermediados por sua empresa, a Roni7).
A operação que o prendeu é coordenada pela Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot) - são cumpridos sete mandados de prisão e 19 de busca e apreensão expedidos pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Segundo o jornal Metrópoles, a operação "visa reprimir a atuação de um grupo criminoso especializado em fraudar o erário na realização de jogos de futebol".
"De acordo com as investigações, os alvos elaboram os boletins financeiros (borderô) inserindo dados falsos. Informavam ainda a arrecadação menor, conseguindo com isso pagar menos impostos e, no caso do Distrito Federal, valor inferior de aluguel do estádio, uma vez que tanto os tributos quanto o aluguel são calculados com base na arrecadação total", continua a reportagem.
A investigação, segundo o portal G1, aponta indícios dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, estelionato e sonegação fiscal. Além de Brasília, as buscas e prisão ocorrem em Luziânia, no Entorno do DF, e em Goiânia.
CSA nega negociação com empresa de Roni
Em entrevista ao repórter Henrique Pereira, da Pajuçara FM, o vice-presidente do CSA, Omar Coelho, negou que a negociação da venda do mando de campo tenha sido feita com a empresa de Roni. Ele declarou que a negociação guardava cláusula de confidencialidade e não poderia revelar o nome da empresa que organizaria a partida, porém reforçou que o negócio foi feito de forma "tranquila e transparente".
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