Cabo fala em falta de amadurecimento após CSA sofrer virada
Treinador avaliou que a equipe dominou a maior parte do jogo mas vacilou no final
O CSA sofreu uma virada dolorida para o Botafogo. A derrota no Rei Pelé por 2 a 1 fez com que a torcida saísse chateada com o time e principalmente com o técnico Marcelo Cabo. As vaias ao final do jogo para o treinador e a reação nas redes sociais não colaboram com o técnico. Na sua análise após a partida, Cabo citou a ausência de maturidade da equipe para manter o resultado conquistado no início do segundo tempo.
- Foi uma derrota muito dolorida pelo que a equipe apresentou, pela reação que a equipe teve do jogo do Atlético-MG para esse jogo. Mas a Série A é assim, a gente precisava estar mais maduro para poder administrar o placar positivo, matar o segundo gol, e matar o jogo. A gente deixou o Botafogo crescer nos últimos 10, 15 minutos, aquela jogada já estava sendo desenhada. Por isso que eu coloquei o Dawhan para poder tirar o passe por dentro e deixar o zagueiro ir para o enfrentamento com o Diego Souza e ter uma cobertura central, que era o caso do Dawhan - colocou o técnico.
Uma das principais críticas da torcida foram as substituições feitas pelo comandante do CSA. As entradas de Madson, Robinho e Dawhan foram muito criticadas, principalmente pela postura defensiva da equipe nos últimos 20 minutos de jogo, chamando o adversário para o seu próprio campo. Contudo, o técnico explicou as alterações e lamentou a virada.
- O Madson no lugar do Maranhão: o Maranhão na segunda metade do segundo tempo já não conseguia me dar o que tem de melhor, que é o enfrentamento, o um para um, a profundidade de jogo. E eu coloquei o Madson porque a gente precisava um cara ali que chegasse mais na entrada da área e pifasse os jogadores ou finalizasse. E o Matheus, pelo lado esquerdo, já que a gente não tinha o enfrentamento, uma pessoa que controlasse bem o jogo, encorpasse mais e encostasse no Cassiano. Tanto que surtiu efeito e nós fizemos o gol. Depois do gol, a gente ficou muito instável entre as duas linhas. Depois, eu coloquei o Dawhan, foi quando a gente foi para o 4-1-4-1, para tirar o passe por dentro do Botafogo. Infelizmente, o Botafogo achou o gol, e a gente conseguiu ainda controlar o jogo com a substituição, tornando a equipe um pouco mais agressiva. Antes do escanteio do gol do Botafogo, eu ia colocar o Victor, mas a gente acabou tomando o gol e eu optei por ter um jogador mais agressivo, que foi o caso do Robinho.
O Azulão não terá muito tempo para ficar pensando na derrota. Isso porque nesta quarta-feira (12), o clube já encara o Flamengo, na partida em que a diretoria vendeu o mando de campo para o estádio Mané Garrincha, em Brasília, às 21h30. Este será o último desafio antes da parada da Copa América, quando o campeonato ficará quase um mês parado.
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