Governo amplia trabalhos com comunidades quilombolas
Encontro contou com a participação de representantes das 69 comunidades espalhadas pelo Estado
Por meio da Gerência de Articulação Social do Gabinete Civil, o Governo de Alagoas está ampliando os trabalhos para elaboração de políticas públicas a favor dos negros em parceria com a Coordenação Estadual das Comunidades Remanescentes Quilombolas Gangazumba.
Como parte do planejamento de ações, nesta quinta-feira (12) foi realizada mais uma reunião de trabalho, dessa vez na cidade de Arapiraca.
A reunião ocorreu no auditório da Câmara de Vereadores e contou com a participação de representantes das 69 comunidades quilombolas de Alagoas.
O encontro também contou com a presença da gerente de Articulação Social da Secretaria de Gabinete Civil, Edenilsa Lima; do presidente das comunidades quilombolas de Alagoas, Manoel Oliveira (Bié); da superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Lenilda Lima, e de representantes do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral), Emater, Secretaria de Estado da Educação, 3º Batalhão da Polícia Militar de Arapiraca e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Alagoas (Neab/Ufal).
As reuniões regionais atendem uma solicitação do governador Renan Filho, que orientou a Gerência de Articulação Social do Gabinete Civil a percorrer os órgãos e secretarias de Estado para atender e dar encaminhamento às demandas dos povos tradicionais de Alagoas, a exemplo das comunidades quilombolas.
“Foi criada uma comissão e estamos cumprindo várias etapas de trabalhos para que as demandas sejam apresentadas com as prioridades de cada comunidade quilombola, para que possamos estabelecer um plano conjunto de trabalho e, ao final dos debates, encaminharmos um amplo relatório ao governador”, revelou a gerente de Articulação Social da Secretaria de Gabinete Civil, Edenilsa Lima.
O presidente das Comunidades Quilombolas Gangazumba de Alagoas, Manoel Oliveira, o ‘Bié’, disse que, pela primeira vez na história, a comissão está abrindo diálogo com todas as secretarias e órgãos do governo para ouvir as demandas e direcionar as políticas públicas para as 12.500 famílias de remanescentes quilombolas de municípios do Estado.
“Nesta sexta-feira é a data da abolição da escravatura, mas os negros têm pouco o que comemorar, e por isso estamos fazendo esse trabalho de integração resgatar a nossa dignidade e termos políticas públicas para melhorar a qualidade de vida de nossa gente”, acrescentou Bié.
A comissão terá mais quatro reuniões setoriais e visitas técnicas nas comunidades antes da elaboração do relatório geral que será entregue à Secretaria de Gabinete Civil e ao governador Renan Filho.
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