Maternidade é referência para mulheres vítimas de violência sexual
Em 2015 o núcleo atendeu a 138 pessoas e até o mês de abril de 2016 foram registrados 138 atendimentos no núcleo
Criado em 2003, o Núcleo de Atenção às Vítimas de Violência Sexual da Maternidade Escola Santa Mônica é referência no Estado e funciona no Ambulatório da unidade, localizado na Avenida Brasil, no bairro Poço, em Maceió. Atendendo as especificações do Sistema Único de Saúde (SUS), o serviço conta com uma equipe multiprofissional, formada por médicos, profissionais de enfermagem, psicologia e assistência social e atende a crianças, adolescentes e adultos.
De acordo com Tereza Gomes, que atua como médica ginecologista no núcleo, o atendimento emergencial para as mulheres vítimas de violência sexual é feito na própria Maternidade Santa Mônica. “Após a constatação do ato, a paciente é encaminhada para o núcleo, o que deve ocorrer até 72 horas após a violência. A equipe vai então realizar o acompanhamento do caso, tanto na parte clínica e psicológica, quanto na assistência social”, explicou a médica.
A médica ressaltou que o atendimento é feito de forma anônima e não existe nenhuma forma de identificação diferenciada entres esses pacientes e os demais. “Como essas pessoas estão normalmente em um estado emocional bastante delicado, buscamos criar um ambiente acolhedor, onde à segurança e privacidade são preservados”, esclareceu Tereza Gomes.
Acompanhamento
O acompanhamento das pacientes dura em média seis meses, mas pode variar conforme o caso. “A parte clínica conta com a administração de retrovirais, contraceptivos. Já o tratamento de traumas físicos é feito em parceria com a assistência psicológica, que muitas vezes envolve também os familiares”, destacou a assistente social, Zaldivana Vasconcelos.
A assistente social detalhou que em 2015 o núcleo atendeu a 138 pessoas e até o mês de abril de 2016 foram registrados 138 atendimentos no núcleo. “A violência sexual acontece em todas as classes sociais e idades, porém podemos observar uma ligeira predominância de casos envolvendo adolescentes”, ressaltou.
A assistente social explicou que nos casos de menores de idade a denúncia é compulsória e o conselho tutelar é acionado. Já na ocorrência de violência com adultos, a vítima é orientada a realizar a denúncia para as autoridades policiais, que abrirão um inquérito e investigar o caso, remetendo-o à Justiça.
“O Boletim de Ocorrência não é obrigatório para o atendimento, mas a paciente recebe todas as orientações e apoio para realizar as medidas legais cabíveis”, afirmou Zaldivana Vasconcelos.
Últimas notícias
Ataque a tiros deixa mulher morta e homem baleado em povoado de Arapiraca
EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25%
Plenário do Senado pode levar mais de 30 dias para votar PEC 6x1; entenda
Motocicleta utilizada durante assassinato de jovem no Ouro Preto é apreendida
Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 16 milhões nesta terça-feira
Novo laboratório em Arapiraca amplia acesso da população a exames laboratoriais
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
