Bugueiros de Maragogi assinam TAC para regularizar passeios
Representantes da associação de bugueiros assinaram o documento no IMA, nesta sexta-feira (4)
A liberação de uma rota alternativa para bugueiros que fazem passeios em Maragogi está mais perto de ser definida. Os representantes do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e da Associação assinaram, no início da tarde desta sexta-feira (04), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento define uma rota provisória e os passos para autorização dos passeios, considerando o que é permitido pela legislação ambiental.
Com a assinatura do TAC, o grupo se compromete a não trafegar, em hipótese alguma, na praia – cujos limites são definidos pelo Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (Lei 7661/88) e o Decreto Federal 5300. Além de não suprimir ou degradar vegetação sem autorização do órgão, nem passar por curso d’água. Outra determinação é que os responsáveis devem obter autorização da prefeitura de Maragogi para realizar a atividade.
Ainda durante a reunião, os representantes da Associação apresentaram a proposta para uma rota provisória. Além disso, acordaram o prazo de 90 dias para apresentar os estudos ambientais referentes a uma rota definitiva e solicitar a autorização para o tráfego na mesma. Foi dado também o prazo de 120 dias para finalizar todo o processo de autorização.
Participaram da reunião representantes do IMA, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Polícia Militar e a Associação dos Bugueiros de Maragogi.
Histórico
A proibição do tráfego de veículos na praia de Maragogi considera o Plano de Manejo e a decisão do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. Por se tratar de uma Unidade de Conservação federal o gestor é o ICMBio, órgão que no dia 15 de outubro realizou fiscalização e chegou a multar 16 motoristas, num total de R$ 8 mil, pelo tráfego irregular na faixa de areia.
Na ocasião, técnicos do IMA apenas deram apoio à operação junto com agentes da Polícia Federal e Batalhão de Policia Ambiental (BPA).
Entretanto, no dia 17, a gerência de Monitoramento e Fiscalização do órgão estadual recebeu denúncias de que o grupo estaria forçando uma nova rota em uma região caracterizada como restinga, considerada Área de Proteção Permanente (APP). No dia 18, os técnicos estiveram no local e autuaram a Associação dos Bugueiros em R$ 28.108.
Por causa da multa e a pedido do grupo, a equipe do IMA se prontificou em manter o diálogo aberto. Realizou reuniões e pelo menos três vistorias no local, para tentar chegar a um consenso com o grupo. Houve então nova reunião no dia 27 de outubro para a leitura e assinatura do TAC, mas os representantes da Associação se negaram a assinar o documento.
No dia seguinte (28), realizaram uma manifestação e chegaram a fechar a AL 101 Norte, em Maragogi. Na ocasião alegaram que o órgão ambiental do Estado estaria impedindo a atividade de acontecer.
Dessa forma, a equipe do IMA se prontificou a participar de uma nova reunião sobre o assunto. O texto do TAC foi revisado por todos que estavam presentes na reunião desta sexta-feira e algumas cláusulas foram modificadas para atender a necessidade dos bugueiros sem deixar de levar em consideração a legislação ambiental.
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
