De R$ 77 milhões, governo investiu apenas 2% em medicamentos, denuncia deputado
De pouco mais de R$ 70 milhões, o governo estadual investiu apenas 2% deste valor na compra de medicamentos de janeiro deste ano até o momento. Esta é uma denúncia feita pelo deputado Estadual Rodrigo Cunha (PSDB), que questiona a falta de investimentos na saúde em Alagoas.
A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou um valor orçamentário de R$ 77 milhões no final do ano passado para ser investido na aquisição de medicamentos durante todo o ano de 2017. No entanto, de acordo com Rodrigo Cunha, nos primeiros quatro meses do ano, apenas cerca de R$ 2 milhões foram gastos.
Os problemas do sistema de saúde no estado não são novos. Vão desde o básico, como a falta de curativos, até a burocracia em conseguir medicamentos de alta complexidade. Segundo o deputado, hoje existem mais de seis mil processos acumulados na Secretaria de Saúde de Estado, de pessoas que aguardam a liberação de remédios junto ao governo.
“É inaceitável a situação que o alagoano passa para conseguir medicamentos, principalmente de alta complexidade. Isso vai desde o curativo, até situação mais delicada. As pessoas não recebem o medicamento e os processos se acumulam. Se tem recursos para comprar medicamentos e pagar fornecedores, por que não é feito?”, questiona Cunha durante entrevista à reportagem do Jornal do Dia, na TV Ponta Verde.
Uma audiência pública foi marcada para a última segunda-feira (3) para que a Sesau prestasse contas e informações sobre o orçamento do estado. Mas, até o momento, a audiência não ocorreu.
Secretaria do Estado de Alagoas (Sesau) afirmou ao 7 Segundos ter investido mais R$ 2 milhões para a compra de remédios e realizado a adesão de 90 Atas de Registro de Preços.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que a Superintendência de Logística vem adotando todas as medidas para assegurar o abastecimento de medicamentos, seja para as unidades, para o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) e para as demandas judiciais. Para se ter ideia, este ano já foram investidos mais de R$ 2 milhões na aquisição de medicamentos e, para agilizar a compra, foi realizada a adesão a 90 Atas de Registro de Preços.
Quanto à questão do pagamento de fornecedores, a Sesau salienta que os processos com pendência de pagamento se referem a anos anteriores. Por isso, todos estão passando por auditagem, análise dos valores e, pagos, após não serem encontradas inconformidades, respeitando os princípios da transparência e lisura com os recursos públicos.
HGE
Uma vistoria do Conselho Estadual de Saúde comprovou uma realidade que todos já sabiam sobre o Hospital Geral do Estado. A entidade afirma ter recebido denúncias anônimas, que motivou a fiscalização in loco.
Na visita técnica, o órgão constatou que, por falta de leitos, pacientes estão sendo atendidos nos corredores do hospital. Além de a unidade hospitalar apresentar estrutura física precária, com equipamentos sucateados, lixo descartado de forma irregular e expostos aos pacientes, e muita sujeira.
Um relatório será feito com material fotográfico e depoimentos de funcionários. O documento deverá estar pronto até a próxima segunda-feira e será enviado à Comissão de Ação à Saúde do Estado, para, posteriormente ser levado a plenário para cobrar providências ao estado.
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