'Ele me bateu até cansar', diz idosa agredida por enfermeiro em UTI
Uma idosa de 78 anos diz ter sido agredida por um enfermeiro na UTI de um hospital municipal de São Paulo. A agressão, relatada em vídeo pela própria vítima, Thereza de Jesus Garcia, teria ocorrido na madrugada de domingo (16) no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, na Aclimação, zona sul da cidade. O enfermeiro acusado, que não teve o nome revelado, já foi afastado, segundo o hospital.
De acordo com Hedilaine Aparecida Garcia, filha da vítima, a mãe passou por uma cirurgia vascular na quinta-feira passada e se recuperava na UTI quando teria sido agredida.
Em um vídeo gravado por outro filho, Thereza diz que pediu "um golinho de água" e que "ele [o enfermeiro] me xingou de todo nome e me bateu até cansar".
A idosa está assustada, segundo a família, mas continua sozinha na UTI. "Eles não me autorizaram a ficar com a minha mãe lá. Ela está na UTI e é bem restrita a visita, das 15h30 às 16h e à noite só das 20h45 às 21h. Ela está tomando um remédio na veia que não tem no quarto", explicou Hedilaine.
Ainda segundo a filha, Thereza relatou várias vezes a mesma descrição do agressor: é moreno, mestiço e de cabelo grisalho. No vídeo, a idosa se refere a ele como "o coreano" pois o enfermeiro teria origem asiática.
"Foram várias agressões, vários puxões de cabeço e não só um tapa. Ela está com o olho roxo, o rosto e o queixo. A gente escuta que ele [o enfermeiro] tem 27 anos de carreira, que é um bom profissional. Mas quem está na UTI, entubado, inconsciente, quem vai reclamar?", questiona Hedilaine.
Um boletim de ocorrência foi registrado no 73º Distrito Policial (Jaçana). Nele, constam os nomes de todos os enfermeiros que estavam de plantão no hospital na hora da suposta agressão.
Em nota, o hospital municipal disse que, após a troca do plantão no domingo, o médico constatou um hematoma no rosto da idosa.
"Questionada, a própria paciente relatou que foi agredida por um dos enfermeiros do plantão noturno. Diante da situação a unidade identificou e afastou imediatamente o funcionário", diz o hospital.
Ainda de acordo com o hospital, foi a própria instituição que comunicou a família da paciente, abrindo uma sindicância administrativa para apurar o fato.
"Caso comprovada a agressão, serão tomadas as medidas cabíveis, como advertência, suspensão ou até mesmo exoneração do funcionário. Por fim, informamos também que a unidade está elaborando um relatório para notificar o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP) sobre o ocorrido", concluiu o hospital, via assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde.
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