Polícia Civil deve abrir investigação social sobre caso de racismo em escola da capital
A 11º Promotoria de Justiça da Capital enviou nesta sexta-feira (02) à Polícia Civil um pedido de instauração de investigação social para apurar o caso de racismo que ocorreu com uma aluna do Colégio Santa Úrsula na manhã desta quinta-feira (1°). O ofício foi encaminhado à delegada Teíla Nogueira, titular da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente da Capital (Decac)
No ofício, a promotora Cíntia Calumby encaminhou cópias de matérias relacionadas ao assunto e o print com os supostos comentários preconceituosos em redes sociais.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a autoridade policial deverá ouvir a vítima, os adolescentes que teriam escrito as mensagens com teor racista e testemunhas para só depois finalizar a investigação social.
Com a conclusão da investigação em mãos, o Ministério Público novamente vai ouvir as partes envolvidas e, na sequência, decidirá o que fazer: representar os adolescentes no campo penal; arquivar os autos ou pedir diligências sobre o caso.
Entenda o caso
Uma estudante do Colégio Santa Úrsula foi vítima de racismo após receber comentários caluniosos em uma postagem que viralizou nas redes sociais. Na foto, uma jovem negra, aluna do Colégio Santa Úrsula, é alvo de xingamentos por parte de outros jovens que seriam da mesma instituição de ensino.
Nas mensagens foram usados termos como “macaca azeda”, “cabelo tuim” e hashtag replicada varias vezes com a frase “aiquesusto”.
Um jovem chegou a recriminar a atitude das alunas e defendeu a vítima alegando que aquilo seria racismo. Outros alunos do colégio também prestaram solidariedade a menina, com cartazes e mensagens espalhadas em fotos nas redes sociais.
A mãe de uma aluna informou que uma das estudantes alvo das mensagens não teria sido a que aparecia na foto que circulava e foi compartilhada na internet.
Sobre o caso o colégio postou uma nota em uma rede social mas não disse o que faria sobre a situação.

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