43% dos eleitores ainda não escolheram nenhum presidenciável para 2018
Pesquisa do DataPoder360 mostra que a soma dos votos brancos e nulos (31%) com os eleitores indecisos (12%) totalizaria 43% se a eleição presidencial fosse hoje. A taxa é maior do que o percentual obtido por qualquer nome testado no levantamento.
O estudo do DataPoder360, divisão de pesquisas do Poder360, foi realizado de 17 a 19 de junho de 2017. Foram entrevistados 2.096 pessoas com 16 anos de idade ou mais, em 217 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O candidato conservador Jair Bolsonaro (PSC), 62 anos, parece ter atingido seu teto. Nos 2 cenários testados pelo DataPoder360, Bolsonaro não cresceu. Ao contrário, seus percentuais oscilaram para baixo (dentro da margem de erro).


Bolsonaro teve 14%, no cenário em que o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, 64 anos, e 15% quando o tucano testado é o prefeito da capital paulista, João Doria, 59. Há 1 mês, Bolsonaro chegou a 21% no cenário com Alckmin e 17%, quando o adversário é Doria.
O prefeito de São Paulo deslizou de 13% para 11% (dentro da margem de erro). No período, Doria teve menos exposição na mídia nacional. Ainda assim, continua sendo o tucano mais competitivo. Alckmin seria escolhido por apenas 7% dos eleitores. O governador de São Paulo não evoluiu em relação às pesquisas anteriores. Oscilou dentro da margem de erro –teve 8% em abril e 4% em maio.
A transferência dos votos entre os tucanos nas diferentes projeções não é automática. Apenas 26% dos eleitores de Alckmin votariam em João Doria no 2º cenário. A maior parte (44%) escolheria Jair Bolsonaro como candidato quando o governador não está na disputa. Por outro lado, Bolsonaro perderia 20% de votos para Doria caso este fosse o candidato do PSDB.
Isolado na liderança está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71 anos, com 27% das intenções de voto nos 2 cenários testados pelo DataPoder360. O desempenho do petista segue estável, com ligeira tendência de alta –ele teve pontuações positivas em relação a estudos anteriores, mas sempre dentro da margem de erro.
Em abril, Lula pontuou 24% e 25% da preferência do eleitorado, nos 2 cenários. Em maio, foi o escolhido por 25%.
Na lanterna, os pré-candidatos Marina Silva (Rede), 59, e Ciro Gomes (PDT), 59, tiveram ambos 5% no cenário 1 (com Alckmin) e 6% no cenário 2 (com Doria).
CONTINUIDADE X MUDANÇA
O DataPoder360 perguntou aos entrevistados sobre o sentimento de continuidade e de mudança em relação à eleição de 2018. O desejo por mudança é predominante entre os eleitores, alcançando 90%. Os que desejam a continuidade são apenas 5%.

A alta rejeição aos candidatos dos partidos tradicionais e o sentimento de mudança abrem espaço para o surgimento de um outsider. Esse quadro se assemelha ao de 1989 –a 1ª eleição presidencial direta pós-ditadura militar.
Na ocasião, quem venceu foi Fernando Collor, governador de Alagoas e abrigado no minúsculo PRN. Houve disrupção. Foram vários anos de imprevisibilidade. A depender de quem seja eleito no ano que vem, o país terá ainda 1 período longo de incertezas pela frente.
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