Murici tem mais de 1.000 crianças e adolescentes fora da escola
Plataforma desenvolvida pelo Instituto TIM em parceria com o Unicef identifica crianças fora da escola nos municípios brasileiros
Cerca de 1.200 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola em Murici-AL, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O estudo mostra que a maioria delas são meninas, filhas de pais que também não tiveram acesso ao ensino fundamental, mas aponta um dado curioso: a maioria das alunas, 70%, que está fora da escola moram na área urbana da cidade.
Para combater números e índices tão alarmantes, o Instituto TIM, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), desenvolveu a plataforma Busca Ativa Escolar, que ajudará não só a localizar essas crianças e adolescentes, como ainda identificar as causas da exclusão e tomar as medidas necessárias para a rematrícula e a permanência na escola.
A exclusão escolar afeta principalmente meninos e meninas das camadas mais vulneráveis da população, já privados de outros direitos constitucionais. Do total fora da escola no Brasil, 53% vivem em domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo.
O fluxo da plataforma é todo feito pela internet. Ela pode ser acessada em qualquer dispositivo, como computadores, tablets, celulares (SMS ou smartphones). “A plataforma foi criada em software livre – ou seja, pode ser adotada gratuitamente por qualquer município, sem custo algum. Ela contribui para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação e o enfrentamento da exclusão escolar utilizando Tecnologias da Informação e Comunicação”, explica Manoel Horacio, presidente do Instituto TIM. “Além disso, sempre nos preocupamos com a escalabilidade do projeto. A solução foi pensada de maneira que as enormes diferenças entre os municípios brasileiros não sejam impeditivas para a realização da busca ativa”, afirma.
O processo começa com um alerta sobre uma criança ou adolescente que esteja fora da escola. Ao encontrar um desses meninos e meninas, o agente comunitário envia o alerta, por meio de SMS, aplicativo ou site. A partir daí um grupo intersetorial de profissionais inicia uma série de ações, que vão desde uma conversa com a família, para entender as causas da exclusão, até o encaminhamento do caso para as áreas responsáveis por garantir a rematrícula dessa criança ou adolescente, bem como pelo acompanhamento da sua vida educacional.
Veja também
Últimas notícias
PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconhece vitória de Lula nas eleições
Prefeitura de Maceió transfere feriado do Dia do Servidor Público para sexta-feira (30)
Governo federal prorroga subsídio de R$ 2,12 no diesel por mais 30 dias
Guarnição é acionada após policial civil em suposto surto ameaçar vizinhos em Arapiraca
Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação incompleta
Jovem é detido por dirigir embriagado no Centro de Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
Após prefeitura repor lâmpada, dono de sucata desafia moradores e arranca braço de poste
