William Bonner vai trabalhar de cadeira de rodas e fica malvisto na Globo
William Bonner está sendo malvisto nos bastidores da Globo. Desde o último dia 11, ele tem apresentado o Jornal Nacional com o pé direito quebrado. Para jornalistas da emissora, o apresentador está passando a mensagem de que todos devem se sacrificar pelo trabalho: se ele, um profissional consagrado, pode trabalhar com uma perna imobilizada, por que pessoas que almejam promoções não podem?
Bonner quebrou o pé no dia 5, quando corria na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, e pisou em um buraco. A fratura foi grave. "Ao torcer o pé, correndo, o tendão se esticou a ponto de arrancar um pedaço do osso. Foi fratura por avulsão, contou o âncora do JN no Twitter.
O jornalista também anunciou que terá de usar bota ortopédica e muletas durante oito semanas. Na Globo, no entanto, ele tem se deslocado com uma cadeira de rodas e com o auxílio de bombeiros civis.
Os comentários predominantes no departamento de jornalismo da Globo são de que Bonner não precisava voltar ao trabalho tão rapidamente, menos de uma semana após o acidente. Ele poderia ficar afastado duas semanas, que é o padrão de duração das férias dos apresentadores da emissora.
Mas o apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional, segundo fontes na Globo, não quis ficar fora do ar em um momento tão delicado da política nacional, em que quase todo dia o presidente da República é alvo de denúncias de corrupção.
A Globo, via sua área de Comunicação, afirmou apenas que Bonner voltou ao trabalho com liberação médica.
Bonner, 53 anos, é apresentador do JN desde abril de 1996. Ele se formou em Publicidade e Propaganda pela Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo), onde começou a trabalhar como locutor de rádio.
Na televisão, sua estreia ocorreu em 1985, na Band, como locutor e apresentador. Em junho de 1986, foi para a Globo de São Paulo, onde começou como apresentador do telejornal local. Dois anos depois, assumiu a bancada do Fantástico.
Neste ano, o ex-marido de Fátima Bernardes teve que se afastar do Jornal Nacional, durante dez dias, em maio, para tratar de uma gripe.
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