Alagoas é o segundo estado mais violento para adolescentes no Brasil, diz Unicef
A pesquisa analisa os homicídios de adolescentes de 12 a 18 anos nos 300 municípios brasileiros
Alagoas é o segundo estado brasileiro com maior concentração de assassinatos entre adolescentes e jovens de 12 a 18 anos. O levantamento foi feito pelo Fundo das Nações Unidas (Unicef), em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj), divulgado nesta quarta-feira (11).
A pesquisa analisa os homicídios de adolescentes de 12 a 18 anos nos 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. O Índice de Homicídios na Adolescência 2014 (IHA) é calculado para cada grupo de mil pessoas entre 12 e 18 anos. A partir da análise das informações de 2014, para cada mil adolescentes, 3,65 correm o risco de ser assassinados antes de completar o 19º aniversário.
De acordo com o texto, se as condições que prevaleciam em 2014 não mudarem, entre 2015 e 2021, um total de 43 mil adolescentes poderá ser morto nesses 300 municípios analisados.
Em Alagoas os dados registravam taxa de 8,18 morte, para cada grupo de mil adolescentes e entre as capitais, Maceió apresentou o IHA de 9,37 ficando na segunda posição do ranking perdendo apenas para Fortaleza que apresentou maior IHA, com 10,94 homicídios para cada grupo de mil adolescentes.
Perfil
O cálculo dos riscos relativos atesta a influência de sexo, cor, idade e meio utilizado no homicídio na probabilidade de um adolescente ser vítima de violência letal. Em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13,52 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino, e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. O risco de ser morto por arma de fogo é 6,11 vezes maior do que por outros meios.
Enfrentamento
O enfrentamento dos homicídios de adolescentes é uma prioridade do UNICEF em seu programa de cooperação com o governo brasileiro para o período de 2017 a 2021. Entre as ações desenvolvidas, está a Plataforma dos Centros Urbanos, que é implementada em dez capitais brasileiras – Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.
IHA
O Índice de Homicídios na Adolescência é elaborado em parceria entre o UNICEF, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj). Com o monitoramento dos homicídios por meio do IHA, o UNICEF e seus parceiros pretendem apoiar o planejamento e a avaliação de políticas públicas, tanto municipais quanto estaduais e federais, para enfrentar o problema e salvar a vida dos adolescentes.
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