"Infelizmente ainda não detectamos o submarino", diz Marinha argentina
O submarino se comunicou pela última vez há 12 dias
A Marinha argentina afirmou nesta segunda-feira que "infelizmente" ainda não foi possível detectar a localização do submarino ARA San Juan, que desapareceu no Oceano Atlântico com 44 tripulantes a bordo e se comunicou pela última vez com sua base há 12 dias.
"As condições meteorológicas são regulares. Não são nem ótimas e nem muito desfavoráveis, são regulares. É possível que amanhã piore um pouquinho por conta de ventos mais fortes do norte", explicou em entrevista coletiva na sede central da Marinha o capitão e porta-voz do corpo militar, Enrique Balbi.
Na primeiro parte oficial do dia de busca ao navio, na qual participam meios aéreos, navais e logísticos argentinos e de outros 13 países, entre eles EUA, Rússia e Reino Unido, Balbi ressaltou que está realizando uma varredura do fundo do mar em uma área com uma raio de 36 quilômetros, coincidente com a zona onde foi registrada uma explosão no dia em que o submarino desapareceu.
"Os meios já foram desdobrados", 14 embarcações de diversas nacionalidades na possível trajetória que o submarino seguia, seis delas realizando uma "varredura lenta" da zona dentro da raio marcado pelo registro da explosão, continuou o porta-voz.
Nas operações de busca também participa "um veículo submarino remoto dos Estados Unidos" que chega até 900 metros de profundidade.
Estas embarcações, acompanhadas por três aeronaves, participam das operações de busca, que é realizada entre 200 e mil metros de profundidade na zona na qual o submarino se comunicou pela última vez, no Golfo San Jorge, a 432 quilômetros do litoral argentino.
Além destas unidades de busca, é esperada a chegada nesta tarde de um minisubmarino dos Estados Unidos, que está sendo transportado pelo embarcação norueguesa Sophie Siem e que pode descer até 600 metros de profundidade.
No entanto, trata-se de "um submarino de resgate", por isso que antes é preciso achar a embarcação. "Primeiro é preciso tentar localizar e detectar o submarino assentado no fundo", ressaltou Balbi.
Também partirá "nas próximas horas" um "veículo de inspeção subaquática" com "capacidade de inspeção ocular com câmeras de alta qualidade e fotografia" que pode descer até os 300 metros.
Além do maior avião do mundo e outros recursos materiais e humanos, espera-se que em 5 de dezembro chegue desde a Rússia o barco de exploração científica "Yantar", que conta com equipamentos de alta tecnologia de inspeção subaquática e pode operar a profundezas de até 6 mil metros.
Balbi insistiu que o submarino "não tinha torpedos de combate" e acrescentou que também não há "nenhum indício" de que tenha ocorrido "nenhum ataque exterior ao submarino" e nem foi registrada a presença de minas na zona.
Igualmente, "a essa profundidade uma mina apoiada no fundo não poderia chegar a produzir uma detonação", argumentou Balbi.
"Pode talvez ter ocorrido um incêndio ou um curto-circuito e ter produzido uma implosão", raciocinou Balbi.
A ARA San Juan registrou em 15 de novembro "entrada de água" que caiu sobre uma bateria e provocou um "curto-circuito e princípio de incêndio".
Tal curto-circuito foi "resolvido", isolaram "eletricamente a bateria" e seguiram com o percurso para a base no Mar del Plata impulsionados pelo "circuito de popa", explicou Balbi.
Desde a Marinha também não quiseram descartar que, após 12 dias de busca, os 44 submarinistas desaparecidos possam estar ainda numa situação de "sobrevivência extrema", uma possibilidade que é ventilada na Marinha desde o fim de semana.
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