Durante coletiva, SPP apresenta detalhes de 14 prisões efetuadas nas últimas semanas
Entre os presos está “Moita”, suspeito de estar envolvido na morte do sargento Célio
Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (29), a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL) apresentou detalhes do trabalho realizado por equipes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que culminou com a prisão de 14 suspeitos de praticar homicídios. As prisões ocorreram nas últimas semanas e é fruto de ações integradas.
As prisões foram resultado de um trabalho investigativo realizado pelas equipes da Delegacia de Homicídios e o cumprimento dos mandados contou com o apoio da Polícia Militar de Alagoas.
Entre os presos, Moacir dos Santos Alves, conhecido como “Moita”, de 25 anos. Ele foi o último integrante a ser preso do grupo acusad de praticar o latrocínio que teve como vítima o sargento Célio. Ele foi preso no bairro de Jacarecica, no dia 14 deste mês.
Também foi presa Wedja Millena Lino da Silva, de 21 anos, suspeita de ser a responsável por atrair para a emboscada a jovem Yessamim Sara Pereira da Silva, esquartejada em junho, na Grota da Alegria, no Benedito Bentes. A prisão aconteceu no dia 13 deste ano, em cumprimento ao mandado de prisão temporária expedido pela 5ª Vara Criminal.
O delegado Fábio Costa também apresentou detalhes das prisões de Diego dos Santos Monteiro, de 27 anos, Anderson José dos Santos, conhecido como Andinho, de 25 anos. Ambos são suspeitos de assassinar Jonata Guedes de Lima, de 35 anos, no bairro do Benedito Bentes, em agosto deste ano.
Já Jorge Anderson da Silva Pimentel, o “Dodi”, de 21 anos, e Josenildo Barbosa da Silva, de 24 anos, foram presos por assassinarem Isac de Araújo Tavares, em abril deste ano.
Carlos Wiliam Ferreira de Lima, conhecido como “Rock”, de 29 anos, foi preso no dia 12 de dezembro, suspeito de matar Cleiton da Silva Mota e Alisson Magdyel Oliveira de Albuquerque. As mortes ocorreram por disputa por pontos de venda de drogas no bairro do Rio Novo.
Já Ronald Cardoso dos Santos, de 21 anos, foi preso em cumprimento a mandado de prisão preventiva, dia 22 de novembro. Erenilson Silva Firmino, o “Eri”, de 22 anos, foi preso no Vergel do Lago, no dia 6 deste mês. Ele é suspeito de matar João Vitor Nunes dos Santos, de 18 anos, no dia 27 de novembro no bairro do Jacintinho.
Também foram presos Ademilton Pedro da Silva, de 36 anos, Vicente da Rocha Silva, de 34 anos, Djevan José dos Santos Silva, conhecido como “Dija”, de 24 anos, Henrique Leonardo dos Santos Filho, o “Leo”, de 22 anos, e Gilberto Ulisses dos Santos, conhecido também como “Pastor”, de 27 anos.
Para o secretário da Segurança Pública, Lima Júnior, as informações apresentadas durante a coletiva mostram mais uma vez o comprometimento da Segurança Pública em esclarecer todos os crimes ocorridos no Estado.
“Todas as prisões foram fruto de investigação, um trabalho muito bem feito realizado pelas equipes. A população também tem parcela nesse trabalho quando realiza denúncias pelo 181 Disque-Denúncia, pois nos auxilia no combate ao crime. Tenho certeza que em 2018 teremos mais trabalho pela frente e bons resultados para apresentar a sociedade alagoana”, disse.
Delegacia de Homicídios concluiu mais de 500 inquéritos em 2017
Durante a coletiva, o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Fábio Costa, fez um balanço das ações realizadas pela especializada ao longo de 2017. Foram instaurados 659 inquéritos policiais, sendo que destes 569 foram concluídos. Deste total, 283 tiveram a autoria identificada e foram elucidados e outros 233 casos foram concluídos, mas sem a autoria.
A DHC cumpriu este ano 180 mandados de prisão por homicídio e ainda conseguiu concluir outros 53 inquéritos policiais referentes a 2016.
“Tivemos um resultado muito significativo, apesar de um ano atípico com um aumento nos homicídios nos quatro primeiros meses do ano. Mesmo assim conseguimos concluir mais de 60% dos casos, identificando a autoria, e realizar outros procedimentos na capital e região metropolitana”, afirmou.
O secretário Lima Junior comentou os dados apresentados afirmando que o trabalho desenvolvido pela Delegacia de Homicídios reforça a proposta da Segurança Pública de não deixar passar impune quem comete crimes em Alagoas.
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