Empresários confirmam pedido de 15% de aumento no valor da tarifa de ônibus em Maceió
Embora o governo federal tenha aprovado um reajuste de 1,5% sobre o salário mínimo - um tímido salto de R$ 937 para R$ 950 - na contramão da lógica orçamentária, os empresários do ramo de transporte urbano de Maceió pleiteiam, junto à Prefeitura, um acréscimo de 15% na tarifa do ônibus. Caso o Município acate, a passagem salta dos atuais R$ 3,50 para R$ 4,02.
Os empresários alegam que o preço do diesel subiu de R$ 2,30, para R$ 3,07. A informação é do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbanos de Passageiros de Maceió (Sinturb), Fernando Paiva. Segundo Paiva “ o reajuste decorre, prioritariamente do reflexo desse aumento (do diesel)”. Os donos de empresas reclamam ainda da queda de usuários e da concorrência com transportes clandestinos.
"Os representantes do Sinturb apresentaram documento com estudo de cálculo feito por um técnico. Do total pleiteado, 3% representam o aumento previsto no contrato da licitação, levando em consideração o Índice Paramétrico de Preços ao Consumidor. Já os outros 12%, são atrelados à perda de passageiros para integração temporal e a concorrência desleal do transporte clandestino (vans, mototáxis, táxis e complementar). Os cálculos mostram que o ideal é R$ 4,02 para a nova tarifa, o que deve cobrir os prejuízos atuais," alega o sindicato em nota.
O edital da licitação prevê que o risco de demanda será suportado pelo concessionário. A regulamentação do serviço também prevê monitoramento permanente de qualidade do serviço e que o não atendimento ao quadro de indicadores de desempenho pode resultar na aplicação de multas, penalidades e, em última instância, na declaração de caducidade da concessão. Outro item obrigatório da licitação é a implantação da integração temporal unidirecional de uma hora e meia.
Enquanto isso...
Enquanto isso, usuários continuam reféns de ônibus lotados, linhas com rotas limitadas, ônibus sem ar-condicionado (item não previsto na licitação, validada pelos próximo 15 anos, podendo ser prorrogada por mais cinco), paradas de ônibus sem abrigo, terminais e frota sucateados, catracas suspensas, atrasos nos horários...
As empresas apenas relatam em número a queda de usuários, mas não apresenta planos concretos de melhorias do transporte público.
Com a elevação da tarifa, novos usuários devem migar para alternativas mais viáveis de mobilidade oferecidas em solo maceioense.
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