Norte e Nordeste convivem com restrições no acesso a saneamento básico
O acesso a serviços de saneamento básico segue como desafio no Norte e no Nordeste do Brasil, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e dos Domicílios, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. As duas regiões permanecem abaixo da média nacional em abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo.
As regiões vivem dificuldades diferentes em relação ao abastecimento de água. A Norte tem apenas 59,2% dos domicílios ligados à rede geral de distribuição, bem menos que os 85,7% do registrado nacionalmente e os 92,5% do Sudeste. Enquanto isso, é mais comum nesta região o abastecimento por poço profundo ou artesiano (19,6% contra 6,6% no país) e poço raso freático ou cacimba (15,0% contra 3,3% nacionalmente).
No Nordeste, a rede geral de abastecimento é um pouco mais extensa, alcançando 80,3% dos domicílios. O resultado não fica muito abaixo do número nacional, mas a disponibilidade do serviço revela outra realidade. Enquanto no país 86,7% das residências com rede geral recebe a água diariamente, no Nordeste esse percentual cai para 66,0%. No Norte, por exemplo, o acesso era diário em 88,1% dos domicílios ligados à rede.
“São duas situações ruins: uma que tinha acesso, mas não diário; na outra, era um percentual menor que tinha acesso à rede geral”, pontua a gerente da PNAD Contínua, Maria Lúcia Vieira.
Em relação ao esgotamento sanitário, Norte e Nordeste são as únicas regiões em que o percentual de domicílios ligados à rede geral diretamente ou via fossa é menor que 50%, enquanto a média nacional é de 66%. No Norte, 69,2% das residências despejam seu esgoto em fossas não ligadas à rede, percentual que chega a 48,2% no Nordeste.
“Há uma diferença regional bem acentuada. O Sudeste tem 88,9% dos domicílios ligados à rede ou com fossa ligadas a ela”, lembra Maria Lúcia. “É uma questão de infraestrutura. Essas regiões precisam de investimento adequado para melhorar essa rede de esgotamento”, completa.

A restrição na coleta de lixo, por outro lado, é outro desafio de Norte e Nordeste. Ambas as regiões estão no mesmo patamar em relação à coleta direta (69,8% e 69,6% dos domicílios, respectivamente) e por caçamba (10,2% e 12,1%), enquanto esses dados chegam a 91,6% (coleta direta) e 5,0% (caçamba) no Sudeste, por exemplo. No Brasil, 82,9% das residências têm lixo coletado diretamente e 7,9% por caçamba.
O problema se agrava na questão do lixo queimado na propriedade (18,2% no Norte e 16,0% no Nordeste), que ultrapassada o dobro do resultado nacional (7,9%) nas duas regiões. No Sudeste, esse percentual é de apenas 2,8% dos domicílios.
“É algo preocupante porque a queima do lixo na propriedade tem impacto ambiental não só na fumaça produzida, mas também nos resíduos que ficam no solo”, encerra Maria Lúcia.

Veja também
Últimas notícias
Artistas representam Lagoa da Canoa em exposição regional de mestres e artesanato
Davi Davino Filho defende maioridade penal aos 14 anos contra aliciamento pelo tráfico
Ceci reúne apoiadores em arrastão na Branca de Atalaia ao lado de Arthur Lira e Alvinho
Rute Nezinho defende fortalecimento da rede de proteção contra a violência infantil
Fabio Costa reforça apoio a JHC e Marina e destaca união para Alagoas vencer
Com a divulgação da Real Time, Marina JHC lidera todos as pesquisas divulgadas nesta semana
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
