Mulher morta pelo ex com o filho no colo tinha sido ameaçada pelo WhatsApp
Ex não aceitava o fim da relação; ele vai responder por feminicídio
A comerciante Marília Gomes de Souza, 21 anos, que foi morta pelo ex, Emanuel Ferreira dos Santos, 34 anos, no último domingo (1), vinha sofrendo ameaças pelo Whatsapp. O crime ocorreu em Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia. A informação é do delegado do Núcleo de Homicídios e Tráfico de Teixeira de Freitas, Manuel Andreeto, que teve acesso às mensagens enviadas pelo acusado à vítima.
"Em uma das mensagens, ele dizia: 'Se liga, sua surpresa tá chegando'. Tem outra que diz: 'Será que tomar corno agora virou moda?' E ainda acrescenta: "Quando a esposa muda de comportamento em casa, pode saber que ela já está com um dono", informou o delegado. O delegado ainda não sabe o que motivou a separação do casal, que ocorreu há cerca de duas semanas.
Marília estava carregando o filho de 2 anos e oito meses no colo quando foi atacada por Emanuel, pai da criança, com quem ela viveu por mais de três anos. Depois de atacá-la com golpes de canivete, Emanuel ficou ao lado do corpo até a chegada da Polícia Militar, sendo preso em flagrante. "Ele vai responder por feminicídio. Ele está preso na 8ª Corpin ( Coordenadoria de Polícia do Interior/Teixeira de Freitas) e ainda não houve a audiência de custódia. Espero que o juiz converta a prisão em flagrante para preventiva", diz Andreeto.
De acordo com o delegado, as agressões começaram com pauladas e depois foi usado um canivete. A vítima foi atingida por seis golpes na cabeça, pescoço, braço e mão esquerda. Já o bebê, que estava no colo da mãe, teve um ferimento no dedo indicador esquerdo e precisou levar quatro pontos. "A criança foi socorrida para a Unidade Municipal Materno Infantil. Já a mãe, morreu no local", informou.
Ex não aceitava separação
"Tem sete dias que eles se separaram, ela pediu para ele sair de casa. Era muito recente, tanto que eles marcaram esse encontro hoje para conversar. Eles foram conversando, caminharam mais ou menos 100 metros, quando ele a atacou", conta a delegada Valéria Fonseca Chaves, da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Teixeira de Freitas).
Em depoimento, Emanuel contou que há pouco mais de um mês, Marília, que tinha um salão de beleza, começou a dizer que queria se separar. Passou a dormir em um quarto diferente do dele e trocou a senha do celular, à qual o marido tinha acesso antes. Há uma semana, ela pediu que ele saísse de casa. Emanuel saiu de casa, mas não concordava com a separação e ainda tentava reatar o casamento.
Emanuel disse à delegada que não agiu de maneira premeditada. "Ele conta que saiu para conversar, os dois discutiram e ela teria dado um tapa nele. Ele ficou nervoso e a atacou", diz.
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