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Viúva de Marielle Franco tem reunião com ministro dos Direitos Humanos

Mônica Benício foi recebida nesta sexta-feira (31) pelo ministro Gustavo Rocha, em Brasília. Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março, no Rio.

Por G1 31/08/2018 15h03
Viúva de Marielle Franco tem reunião com ministro dos Direitos Humanos
Viúva de Marielle Franco tem reunião com ministro dos Direitos Humanos - Foto: Guilherme Mazui/G1

A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, se reuniu nesta sexta-feira (31) em Brasília com o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha. A informação sobre o encontro foi divulgada pelo ministério.

De acordo com a pasta, Mônica abordou durante a reunião sua preocupação pela demora na conclusão das investigações e identificação dos responsáveis pela morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes. O encontro também tratou de violações de direitos humanos.

A vereadora do PSOL e o motorista foram assassinados em um atentado, em março, na cidade do Rio de Janeiro. O caso é tratado como sigiloso pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio. Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que a morte de Marielle tem relação com sua atuação política.

Após a reunião desta sexta, o MDH informou que o ministro Gustavo Rocha vai acompanhar o caso de Marielle e buscar junto às autoridades federais parcerias para agilizar a solução das apurações.

“A elucidação tempestiva do caso é importante não apenas para a família, como para o Estado brasileiro, como garantia que essa violência não torne a se repetir”, disse Rocha.

O assassinato de Marielle ocorreu com o estado do Rio de Janeiro sob intervenção federal na segurança pública, decretada pelo presidente Michel Temer em fevereiro. Até 31 de dezembro deste ano, a área de segurança fluminense, o que inclui a Polícia Civil, responde ao interventor escolhido por Temer, o general Walter Braga Netto.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann já afirmou que Temer considera “questão de honra” a conclusão das investigações. O presidente colocou à Polícia Federal à disposição. Segundo Jungmann, a Polícia Civil do Rio recusou a oferta para que a PF assumisse a investigação.