Pesquisa analisa uso da própolis vermelha em terapia para dores articulares
Os estudos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa e resultados iniciais animam os pesquisadores
A osteoartrose é um processo de degradação das articulações que atinge a cartilagem articular. Esta, por sua vez, tem o papel de revestir a extremidade de dois ossos unidos, diminuindo o atrito entre eles. Visando desenvolver novas alternativas terapêuticas para pessoas com esse problema no joelho, Camila Moura, fisioterapeuta e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Alagoas (PPGCS/Ufal), realiza um estudo na área.
A pesquisa inicial com própolis vermelha, um extrato produzido a partir de uma seiva encontrada na vegetação dos manguezais de Alagoas, foi desenvolvida durante o curso de Mestrado no PPGCS/Ufal da aluna. Ao entrar no grupo, composto pela nutricionista Geovana Neiva e pelo farmacêutico Fábio Pacheco, foi possível ampliar o enfoque da pesquisa, realizando intervenções com participantes voluntários. Responsáveis pela coordenação do grupo estão as professoras da Ufal Magna Suzana, com experiência em pesquisas utilizando produtos naturais, e Flávia Moura, com conhecimento no uso de produtos naturais como terapias em diversas comunidades.
Seguindo os protocolos de metodologia científica aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da Ufal, em 2015, o estudo foi realizado com voluntários de Alagoas, que reclamavam de dores em diferentes articulações. Foi então que o grupo optou por concentrar a pesquisa apenas em pessoas com dores no joelho, realizando uma análise com mais variáveis. Segundo Camila, as professoras coordenadoras alertaram para as possibilidades do uso da própolis vermelha como forma de terapia para tratar as dores articulares e os resultados impressionam.
Todos os pacientes relataram melhoras
Os resultados iniciais, utilizando o composto de própolis via oral, mostraram que 100% dos participantes apresentaram um padrão de melhora da função e redução significante do quadro de dor associada. Foram 85 pacientes nessa primeira etapa. “Neste momento, não temos dados de comparação, visto que estamos iniciando a nova etapa da pesquisa, porém, os resultados iniciais são muito promissores e já foram divulgados na comunidade científica e acadêmica”, explicou Camila Moura.
A doutoranda conta que os primeiros resultados foram percebidos num curto período de dez dias, mas muitas questões ainda precisam ser respondidas, como a dosagem e os efeitos a longo prazo. Tendo isso em vista, a pesquisa foi redesenhada para 300 pacientes, que serão acompanhados por um período de tempo maior. Segundo Camila, há um grande número de interessados e a avaliação será iniciada em outubro deste ano.
Estudo disseminado
Recentemente a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e registrada na Plataforma Nacional de Registro de Ensaios Clínicos, vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS). A dissertação do mestrado da aluna pode ser encontrada na Biblioteca Central da Ufal, mas os artigos provenientes da mesma ainda estão sendo submetidos.
Para contato com o grupo de pesquisa, podem ser utilizados o telefone 99314-1997 ou o e-mail [email protected].
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