Projetos com soluções para resíduos do sururu podem receber R$ 200 mil em prêmio
Instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil organizada, iniciativa privada e empreendedores individuais têm até o próximo dia 31 para participar do Prêmio Inovação em Economia Circular, que destina R$ 200 mil para projetos, práticas e ideias que tragam soluções aos resíduos das cadeias produtivas da pesca e do sururu.
O edital foi lançado pelo Projeto Maceió Mais Inclusiva por Meio da Economia Circular, que busca qualificar a atividade pesqueira no Jaraguá e na Lagoa Mundaú e melhorar a qualidade de vida da população que sobrevive da pesca nestas regiões. O projeto é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Maceió, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Fundo Multilateral de Investimento (Fumin), e o Iabs, além de contar com o apoio da Braskem, Sebrae, Desenvolve e Universidade Politécnica de Madri.
A iniciativa, que deve apoiar financeiramente as ações propostas para valorização e reaproveitamento dos resíduos como matéria-prima de outras cadeias produtivas, contempla quatro categorias, cada uma com dois prêmios de mesmo valor para os dois primeiros colocados no concurso. Ao todo, são R$ 50 mil destinados a Instituições de Pesquisa, R$ 60 mil para Entidades da Sociedade Civil Organizada, R$ 60 mil para a Iniciativa Privada e R$ 30 mil para Empreendedores Individuais.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), Jair Galvão, as soluções pautadas na economia circular devem fortalecer as cadeias produtivas, em especial a do sururu, e refletir em geração de renda para as famílias de pescadores e o setor turístico.
"Temos um produto com um enorme potencial, o sururu, que é subaproveitado e pode ser um diferencial competitivo para o destino. A partir de projetos que incentivem a qualificação da atividade a partir da economia circular, como é o caso do Maceió Mais Inclusiva, é possível melhorar as condições de vida da população envolvida, fomentar modelos de negócios sustentáveis e potencializar ainda mais a imagem do destino com a valorização do produto, que é Patrimônio Imaterial de Alagoas", destacou o gestor.
Segundo a diretora técnica do IABS, instituição responsável pela execução do projeto, Jannyne Barbosa, a ideia é desenvolver novas formas de comercializar o sururu. "Com esse prêmio, viabilizado pelo BID, pretendemos fomentar modelos de economia circular para produção de novos produtos feitos com as cascas do sururu em outras cadeias produtivas, a exemplo da construção civil e agropecuária. Além disso, a iniciativa visa agregar valor e diversificar a comercialização do marisco, que poderá ser vendido a vácuo ou congelado", explicou.
As inscrições do prêmio são gratuitas e podem ser realizadas no site do projeto (iabs.org.br/maceioinclusiva/premio) via formulário online, com espaço para inserção de documentos, fotos e arquivos.
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