Com protestos, França pode declarar estado de emergência
Ato dos "coletes amarelos" deixou 133 feridos e 378 detidos ontem
Subiu para 133 feridos e 378 detidos o último balanço relacionado ao mega protesto ocorrido ontem (1), em Paris, pelo movimento dos "gilets jaunes" (coletes amarelos, na tradução).
O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou da cúpula do G20, em Buenos Aires, na Argentina, para conferir os danos da manifestação, que ocorreu no Arco do Triunfo e na Avenida Champs-Elysee. Ele fez visitas ao local, onde foi vaiado, e pretende manter uma série de reuniões com seu gabinete nas próximas horas. Macron até cancelou sua ida à Polônia, para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP24,) para acompanhar de perto a crise no país.
O governo estuda várias opções para evitar novas cenas de vi
olência e revolta, entre elas a instauração do estado de emergência na França. Um grupo que se apresenta como porta-voz dos ""gilets jaunes" disse, pela primeira vez, estar disponível para um encontro oficial com as autoridades. Os 10 porta-vozes, entre eles Jacline Moraud - cujas publicações nas redes sociais incentivaram os protestos - oferecem uma "solução" ao governo, mas pedem o fim do reajuste do preço dos combustíveis e o cancelamento da sobretaxa para a revisão obrigatória dos veículos.
O movimento "gilets jaunes" ganhou força em meados de novembro, em protesto contra o aumento do preço do combustível, principalmente do diesel - o mais usado - na França. O nome do movimento faz referência ao colete de segurança tido como item obrigatório nos veículos de transporte do país. No entanto, o movimento se ampliou em forma de protesto contra as políticas econômicas e sociais gerais de Macron.
A manifestação de ontem foi o terceiro grande ato em Paris desde 17 de novembro. No entanto, diariamente, grupos de manifestantes saem às ruas e bloqueiam vias e avenidas em toda a França. Em um dos bloqueios de hoje, em Arles, no sul, uma pessoa morreu. O balanço de mortos é de três pessoas desde o início da crise.
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