Adultos agridem menino de 6 anos e respondem por 'lesão corporal'
O garoto foi agredido durante um jogo de futsal com outras crianças do condomínio
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que os adultos que agrediram um menino de 6 anos em um condomínio fechado na Octogonal, em Brasília, no último domingo (9) devem responder por "lesão corporal", com pena prevista de três meses a um ano de prisão. Eles foram identificados como Danielle Cavalcanti dos Santos e Alexandre Campos.
"Há ainda a possibilidade de eles responderem pelo crime de ameaça e por terem submetido o próprio filho a um constrangimento, crime este previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente", informou a corporação.
O menino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito e a mãe dele disse ao G1 que pretende levar o caso "até o final".
"Ainda não tomei nenhuma providência cível, estou meio desorientada", afirmou Jucimara Nascimento, de 38 anos, mãe o garoto.
"Vou conversar com amigos advogados e entender o que posso fazer, porque quero ir com isso até o final. Esses pais têm que se sentir, no mínimo, envergonhados, porque é inacreditável, inaceitável e lamentável o que fizeram".
Jucimara, que é servidora da Polícia Rodoviária Federal, disse criar dois filhos – o garoto e uma menina de 8 anos – na "base do amor e do carinho" e que a conversa é a chave para a resolução de conflitos. "Nunca bati em filho meu e nunca disse que tinha que bater de volta quando apanhasse."
Férias em Brasília
A criança passava férias com a irmã e um primo na casa da tia, Jucinea Nascimento, quando foi agredido durante um jogo de futsal com outras crianças do condomínio. As crianças vieram de Feira de Santana, na Bahia, para comemorar o aniversário do filho mais novo de Jucinea e para participar da formatura do mais velho.
Imagens de câmeras de segurança registraram a brincadeira e o momento das agressões. Durante o jogo, um menino cai ao tentar fazer um drible com a bola. Dois minutos depois, um homem aparece carregando o garoto.
Ele vai em direção ao filho de Jucimara e o segura por trás, imobilizando os braços do menino. Enquanto isso, o garoto ferido bate no rosto do colega. Em seguida, uma mulher surge na imagem e empurra o menino.
Durante a cena, a outra filha de Jucimara, de short vermelho, observa as agressões acuada.
"Ela estava roendo as unhas, como quem não podia fazer nada", disse a mãe.
O primo aparece sentado na beira da quadra, chorando. "O meu filho é criado em uma família de amor e carinho. Ele é muito tranquilo, não é de bater", disse Jucimara. "O tapa que aquela mulher deu no meu filho doeu em mim. Me deixou revoltada".
A mãe e o marido estão em Feira de Santana, porque não conseguiram tirar férias do trabalho, mas a tia das crianças – que é irmã de Jucimara – registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na terça-feira (11).
"Ele não desce de maneira alguma sem mim. Minha vida parou e a gente esta se divertindo, de férias", disse a tia do menino, Jucinea Nascimento.
"A gente tem que inibir a violência, porque é disso que ele vai lembrar pro resto da vida".
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