Vereador cobra resposta sobre causas de tremores de terra no Pinheiro
Francisco Sales diz que região pode se tornar em um ‘bairro fantasma’ caso não se aponte solução para o problema
As cobranças por respostas aos tremores de terra e estragos causados em casas, apartamentos e ruas do bairro do Pinheiro, em março, foram recorrentes nos discursos feitos pelo vereador Francisco Sales (PPL) nas sessões ordinárias da Câmara Municipal de Maceió até o recesso legislativo, que teve início nessa quinta-feira (13). Sales retornou à Casa no começo do mês, após licença de 90 dias. Desde então, o parlamentar tem sido uma voz de apoio na Casa ao movimento “SOS Pinheiro”, criado pelos moradores.
Segundo ele, o Pinheiro pode vir a se transformar em um ‘bairro fantasma’, caso não se aponte uma solução para o problema que tem feito proprietários de imóveis deixarem tudo para trás com medo do que pode acontecer no futuro. Ainda conforme Sales, a situação ganhou mais contornos dramáticos depois que a Defesa Civil municipal e nacional decretaram estado de emergência para o Pinheiro, mas sem uma explicação ou resposta convincentes.
“Estive no Pinheiro esses dias e temo que o local passe a ser um ‘bairro fantasma’. Mais de 50 famílias abandonaram suas residências e empreendimentos de pequeno e médio porte fecharam as portas, tudo porque há um grande receio entre os moradores de que algo maior e mais grave possa ocorrer por lá a qualquer momento. Pior que isso é ver que, passados dez meses dos tremores que atingiram aquela parte de Maceió, as autoridades locais e nacionais ainda não encontraram explicação para o que houve”, destacou Francisco Sales, acrescentando que o estado de emergência decretado pelo município não é bom indício.
“A prefeitura decretou estado de emergência, e isso, por si só, não é bom sinal. Dessa forma, até que haja uma resposta definitiva para o problema, utilizarei a tribuna da Casa para cobrar a quem de direito que se posicione de forma esclarecedora. Além disso, vou trabalhar, talvez dando início à criação de uma comissão na Câmara para acompanharmos mais de perto a questão”, declarou o vereador, lembrando que desde abril, um mês após o problema acontecer, se reuniu com os moradores que, àquela época, haviam deixado as residências inicialmente mais atingidas pelos tremores e rachaduras.
"Já naquela época, pelo menos 24 famílias haviam saído do bairro do Pinheiro porque não tinha condição de seguir morando no local. Desde então, tenho mantido compromisso político e, sobretudo, e mais que qualquer outra coisa, humano com aquelas pessoas”, garantiu o vereador do PPL.
Representantes do Movimento SOS Pinheiro, inclusive, estiveram na Câmara Municipal de Maceió, quando ainda funcionava no Centro de Maceió, para pedir apoio da Casa, e foram recebidos pelo presidente Kelmann Vieira (PSDB) e demais parlamentares.
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