Defensoria pede anulação de cláusula de barreira que eliminou candidatos no concurso da PMAL
Para a Defensoria Pública, a forma como a cláusula foi elaborada desrespeita o princípio constitucional da proporcionalidade e fere o entendimento do STF sobre o assunto
O defensor público do Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos da Defensoria Pública do Estado (DPE/AL), Othoniel Pinheiro Neto, ingressou com ação civil pública, nesta segunda-feira, 18, solicitando ao judiciário a anulação, por inconstitucionalidade, do item 10.5 do Edital nº 01 – Polícia Militar, de 28 de julho de 2017, que estabeleceu a cláusula de barreira e considerou como aprovados somente os candidatos classificados dentro das mil vagas previstas no edital.
Para a Defensoria, a cláusula, que foi estabelecida somente após todas as etapas do certame e eliminou 495 candidatos, está em desacordo com o entendimento do Superior Tribunal Federal (STF) sobre o tema e fere o princípio da proporcionalidade.
Segundo o defensor público, a eliminação por cláusula de barreira é reconhecida pelo STF, no entanto, seu estabelecimento deve acontecer entre as etapas do concurso e jamais após encerradas todas as etapas do certame.
“Tais candidatos foram aprovados em testes físicos e psicológicos e gastaram um volume muito alto de recursos financeiros para a realização das avaliações médicas das condições de saúde física e mental. Considerar aptos a ocuparem os cargos públicos somente aqueles aprovados dentro do número de vagas do concurso público equivale a aniquilar o cadastro de reserva de todos os concursos públicos”, comenta.
Além disso, o defensor demonstra, ainda, que a barreira feriu o princípio constitucional da proporcionalidade, uma vez que fere todos os requisitos para que a medida restritiva esteja em harmonia com o diploma constitucional: necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito.
“O curso de formação de militares não consta no edital como uma fase do concurso. E nem poderia, uma vez que, segundo o próprio Estatuto dos Policiais Militares do Estado de Alagoas (Lei estadual nº 5.346/92), o curso de formação constitui-se na incorporação em serviço com o grau de Soldado 3ª classe. Tanto isso é verdade que o mais novo edital do concurso da PMAL de 2018 (edital nº 1 – PMAL, de 21 de junho de 2018 – item 7.1) para o mesmo cargo de soldado, estabeleceu uma nova cláusula de barreira, porém, desta feita, após as provas objetivas”, aponta o defensor.
“O melhor entendimento constitucional é justamente no sentido de afastar a aplicação da cláusula de barreira do item 10.5 do edital da PMAL, uma vez que fere o princípio constitucional da proporcionalidade, razão pela qual, a convocação dos 495 candidatos remanescentes mostra-se adequada, necessária, proporcional e econômica”, pontua.
Veja também
Últimas notícias
Núcleo de Línguas Estrangeiras amplia vagas com novas turmas de inglês
Câmeras flagram motociclista tentando frear antes de colisão fatal em Arapiraca
Polícia Militar apreende armas, cocaína, maconha, crack e lança perfume
Dívida ligada ao tráfico pode ter motivado homicídio dentro de mercadinho em Maragogi
Irmãos são presos suspeitos de executar comerciante e roubar carga de frangos
Arsal aprova novas regras para concessão da Tarifa Social de Água e Esgoto em AL
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
