Sobe o número de prisões de homicidas em Alagoas
Dados apresentados à imprensa pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (13) apontam média de 22 prisões por mês em Maceió
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (13), na Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apresentou dados que apontam um aumento significativo no número de prisões de envolvidos em homicídios cometidos em Maceió. Do início do ano até agora, 125 pessoas foram presas, revelando um aumento de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com isso, são cerca de 22 prisões por mês somente na capital alagoana. No mesmo período de 2017, de 1º de janeiro a 13 de junho, foram 66 pessoas presas por homicídio e em 2018 o mesmo período registrou 70 presos.
Para o delegado Eduardo Mero, titular da Delegacia de Homicídios, esse é um resultado bastante positivo tanto pela elucidação dos crimes, quanto pelas prisões. “Hoje mantemos um índice de esclarecimento de crimes de 75%, isso considerando o número de homicídios ocorridos na capital e inquéritos concluídos com autoria”, disse.
Ele destacou que, apesar de ter ocorrido uma redução de 30% no número de homicídios na capital, conforme dados divulgados na última semana pelo governador Renan Filho, o trabalho de investigação, elucidação e prisão continua, o que acarreta um maior número de prisões, mesmo havendo menos crimes.
“Temos certeza que a sensação de impunidade aumenta o crime, sobretudo os homicídios. E aqui em Alagoas, na capital especificamente, não existe mais (essa sensação). Os criminosos, seus comparsas, todos sabem que quem cometeu um crime desta natureza vai ser identificado e preso”, concluiu o delegado.
Para o Secretário da Segurança Pública, Lima Júnior, o número expressivo se deve a vários fatores, dentre eles a integração das forças policiais, a integração da inteligência, operações conjuntas e as prisões desses acusados.
“Acreditamos que uma das maneiras mais eficazes de acabar com a violência é acabando com a sensação de impunidade. E essa sensação de impunidade começa quando o Estado não alcança quem comete um homicídio, nem identifica, nem prende. Identificar já é um grande trabalho, mas o mais eficaz é prender quem matou”, afirmou Lima Júnior. “Saber que o Estado de Alagoas vai identificá-lo e prendê-lo serve de efeito pedagógico para aqueles que têm pré-disposição para a prática do homicídio”.
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