Cresce o número de maceioenses inadimplentes, aponta pesquisa
Pesquisa do Instituto Fecomércio aponta redução de 3,36% no endividamento, ao passo que a inadimplência subiu 3,15% em maio
O nível de endividamento caiu na capital alagoana. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que cerca de 199 mil pessoas estão endividadas.
Foi o segundo mês de queda no indicador e, comparado com abril, a redução foi de 3,36% (205 mil pessoas). Na variação anual, o grupo de endividados ainda é superior ao mesmo período do ano passado, cerca de 4,69%.
O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, a redução do endividamento reflete a queda no volume de vendas que vem sendo apontada pela Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro a abril, o Comércio acumula uma queda de 2,5% nas vendas, embora tenha ocorrido uma alta de 1,8% no faturamento, o que se explica pela inflação.
“Os consumidores estão evitando utilizar os instrumentos financeiros para aquisição de bens e serviços e decidindo comprar à vista. Mas, mesmo havendo queda geral no endividamento, aumentou o número dos inadimplentes”, diz Felippe.
Se em abril existiam 50.483 pessoas inadimplentes, no mês de maio, o número de consumidores nessa situação passou a 52.075; valor 3,15% superior. Na variação anual, o dado é positivo, queda de 8,93%.
No quesito endividado com contas em atraso houve uma queda de 2,11% na variação mensal (de 98.420 para 96.338 mil pessoas). Em termos anuais, o número de consumidores nessa situação é 5,51% menor do que no mesmo período do ano passado.
“A inadimplência persiste, pois, os níveis de desemprego da capital e do Estado são superiores à média da taxa do país. Sem renda, há muita dificuldade para pagamento das dívidas e consequentemente a elevação da inadimplência na capital’, analisa o economista.
Assim como em meses anteriores, o cartão de crédito continua como grande responsável pelo endividamento, respondendo por 87% das dívidas. Os carnês de loja figuram na segunda posição com 19,7%, enquanto crédito pessoal foi a solução para 2,7% dos consumidores. “São principais meios que os consumidores buscam quando precisam adquirir uma mercadoria de maior valor ou de dinheiro para resolver problemas pessoais”, observa Felippe.
Dentre os inadimplentes, 19,6% informaram que no mês subsequente terão condições de quitar a dívida integralmente, saindo dessa situação. Já para 11,6%, o pagamento será parcial, mantendo-se inadimplentes; enquanto 54% não terão condições de pagar nem parcial e nem integralmente, permanecendo em situação de inadimplência e incorrendo em juros maiores no mês subsequente.
Entre aqueles que estão endividados e pagando as contas com certo atraso, o tempo médio de atraso para resolução das dívidas é cerca de 78,5 dias. No geral, os consumidores têm optado, em média, por adquirir produtos parcelados por cerca de 4,9 meses e comprometido cerca de 19,5% de sua renda com dívidas.
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