Deputados vestem preto e defendem jornalistas na ALE
Parlamentares prestaram solidariedade e se mostraram contra a redução de salário
Trajando preto, os deputados estaduais de Alagoas se posicionaram a favor dos jornalistas que entraram em greve nesta terça-feira (25) contra a redução do piso salarial em 40% proposto pelas empresas de televisão do Estado.
Com uma placa na mão escrito "#ReduçãoSalarialNão" , Ângela Garrote iniciou o seu discurso informando que estava de preto em solidariedade aos jornalistas. "Querem desqualificar a profissão em Alagoas. É inaceitável a proposta de redução de salário. Não há democracia sem jornalismo". A deputada lembrou que o atual piso foi conquistado pela categoria após anos de luta.
"Deveriam criar vergonha na cara. E como avião, mostrar a caixa preta que existem em cada uma dessas empresas que querem a redução", completou.
Davi Maia questionou: "Se fosse com qualquer um de nós? Como se reduz as contas para pagar com um salário reduzido? Defendo a liberdade e não podemos deixar que três grupos empresariais queiram ditar as regras no Estado"
"Já tem um piso pequeno e querer reduzir é inaceitável. Precisa melhorar e jamais reduzir", disse Francisco Tenório.
Inácio Loyola sugeriu um movimento dentro da Casa de Tavares Bastos em favor dos jornalistas. "O jornalismo tem imporância na informação e formação de um povo. Estou extremamente solidário com a categoria".
Cibele Moura classificou como "absurda" a proposta de redução. "Quem está perdendo é a democracia no Estado".
"Reduzir o piso em 40% não impacta somente na renda do profissional, mas na desvalorização dessa categoria que é a voz da sociedade", expôs Flávia Cavalcante.
Cabo Bebeto criticou os empresários. "Quem está na crise não troca de carro de 2009 para 2015 ou vai sair da orla para morar em outro lugar".
Ricardo Nezinho também mirou as empresas. "Não foi informado ou do nosso conhecimento de uma queda tão grande no faturamento delas para que ocorra esse reajuste de 40%".
Ivan Beltrão pediu que o sindicato olhasse para todos os profissionais. "Façam coro, inclusive com aqueles que não são sindicalizados, para que ninguém aceite receber valores menores".
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