Guedes diz que Bolsonaro está sintonizado com agenda de privatização e brinca: 'já, já chega na Petrobras'
Guedes contou que em uma conversa, Bolsonaro “cobrou” maior eficiência nas privatizações do secretário especial de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (15) que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está “cada vez mais sintonizado com a agenda de privatização”. Durante evento no Rio de Janeiro, ele disse que, em uma brincadeira, alertou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que as privatizações logo devem atingir a petroleira.
“Eu fiz uma brincadeira com o Castello. Falei para ficar alerta porque, na velocidade que o presidente está indo, pela prensa que ele está dando no Salim, eu acho que já, já chega na Petrobras", disse o ministro.
Guedes contou que, em uma conversa, Bolsonaro “cobrou” maior eficiência nas privatizações do secretário especial de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar. “O presidente está cada vez mais sintonizado com a agenda de privatização. O presidente, dois dias atrás, ele fez uma brincadeira com o Salim Mattar na minha frente. Presidente disse: ‘Ô, Salim, você tinha que estar vendendo uma por semana. Você está dormindo? O que você está fazendo no governo? Você está super animado, corre de um lado para o outro, mas eu quero uma por semana’”, disse Guedes sobre o suposto diálogo entre Bolsonaro e Mattar.
“‘Por que você não fechou a Valec ainda? Por que você não fechou a EPL? E os Correios, quando é que você vai vender? Vamos vender, vamos privatizar’", prosseguiu Guedes, descrevendo o diálogo. "O Salim agora fala que o maior apoiador dele no governo não é o ministro Paulo Guedes, é o presidente Jair Bolsonaro”, completou o ministro sobre o episódio.
A agenda de privatizações segue um modelo que fora anunciado em campanha. No último dia 24 de julho, a Petrobras vendeu o controle da BR Distribuidora por R$ 9,6 bilhões. “Durante a campanha, eu falei ‘vamos privatizar todas’. A minha obrigação é recompor as finanças da União e estou convencido de que as empresas estatais elas foram perdendo sua capacidade de investimento. Para crescer, precisamos de investimento privado muito forte”, completou.
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