Marx Beltrão aponta “responsabilidades” da Braskem e questiona atuação da empresa em audiência pública
Audiência pública aconteceu nesta quinta-feira (7) em Brasília
A comissão externa criada pela Câmara dos Deputados para acompanhar os danos causados pelo afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, do Bebedouro e do Mutange realizou audiência pública nesta quinta-feira (7), em Brasília, com o objetivo de ouvir o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Esteves Pedro Colnago, e o presidente da empresa Braskem S.A., Fernando Musa.
Relator da comissão externa, o deputado federal Marx Beltrão (PSD) participou da audiência e fez questionamentos aos presentes. A atuação da empresa mineradora, apontada como responsável pelo problema surgido em Maceió, foi bastante criticada pelo parlamentar alagoano.
“O fato de a Braskem ser uma grande empregadora e contribuir com o pagamento de muitos impostos em Alagoas não exime esta empresa de suas responsabilidades”, afirmou Marx Beltrão. Também participaram da audiência o deputado federal JHC (PSB), que preside a comissão, o senador Rodrigo Cunha (PSDB) e o vereador Francisco Sales (PPL), de Maceió.
“A Braskem afirma que o relatório da CPRM tem inconsistências, mas a explicação dada nesta audiência ficou bastante vaga. O que se apresentou na audiência desta comissão externa, infelizmente, chegou perto a um contorcionismo de argumentos, e nada ficou nada claro por parte da empresa”, apontou Marx Beltrão.
“Por exemplo, para mim, objetivamente, não ficaram esclarecidas quais são as falhas no relatório da CPRM, quais são os pontos específicos e quais os métodos e critérios utilizados pela Braskem para desacreditar o laudo apresentado pelo órgão federal” questionou o parlamentar, que coordena a bancada alagoana no Congresso Nacional.
Marx também criticou o fato de a empresa mineradora atrelar o laudo da CPRM à supostas pressões políticas.
“A Braskem afirmou ainda que as conclusões da CPRM foram apressadas e divulgadas antes da hora por ‘pressão política’. Ou seja, há aí uma acusação de que o órgão federal teria sido negligente e a culpa seria da cobrança de políticos. O documento da CPRM é fruto do trabalho de mais de 50 profissionais e foi realizado durante um longo período de estudos e exige todo respeito” rebateu o parlamentar.
Veja também
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
