Bolsa despenca mais de 5% com riscos do coronavírus sobre a economia
O índice reflete as fortes quedas dos mercados globais nos últimos dias, devido ao aumento de casos do coronavírus fora da China.
A Bolsa brasileira voltou do feriado de Carnaval com forte queda. Logo na abertura, o Ibovespa despencou 5%, a 107.537 pontos nesta quarta-feira (26), menor patamar desde novembro.
A queda é a maior desde o Joesley Day, quando a Bolsa caiu 8,8% após divulgação de uma gravação comprometedora entre o presidente e o empresário Joesley Batista, em maio de 2017.
O índice reflete as fortes quedas dos mercados globais nos últimos dias, devido ao aumento de casos do coronavírus fora da China, especialmente na região mais industrializada da Itália. Cresce a percepção de que o crescimento da economia global pode ser menor que o esperado para este ano.
Passada meia hora da abertura das negociações no Brasil, a retração havia se estabilizado na casa de 4,9%. Foram negociados R$ 3,3 bilhões nos 30 primeiros minutos do pregão.
Desde segunda (24), enquanto as negociações brasileiras permaneceram paralisadas, o fundo de índice (ETF) que replica o Ibovespa em dólar (iShares MSCI Brazil) recuou 6,4% na Bolsa de Nova York.
Os recibos de ações (ADRs) de Petrobras e Vale negociados em Nova York caíram 8,8% e 10%, respectivamente, entre segunda (24) e terça (25). Os ADRs da Gerdau acumulam queda de 8,6%, e os do Bradesco, de 5% .?
Por volta das 13h36, as ações preferenciais da Petrobras (mais negociadas) caem 6,8%, a R$ 27,16. As ações ordinárias (com direito ao voto) recuam 7,5%, a R$ 28,53.
Vale cai 6,8%, a R$ 27,15 e Gerdau cai 5,7%, a R$ 18. Ações ordinárias do Bradesco caem 4,7%, a R$ 28.
A maior queda é da companhia aérea Azul, cujas ações despencam 9,5%, a R$ 50,52. As da Gol caem 7,4%, a R$ 31,32.
A cotação do dólar sobe 1,22%, a R$ 4,447 por volta das 14h10. Na máxima, chegou a R$ 4,429, maior valor nominal (sem contar a inflação) registrado durante um pregão. O real é a moeda que mais se desvaloriza dentre as principais divisas nesta quarta.
A valorização reflete o temor de investidores aos impactos econômicos do coronavírus. Nos últimos dias, a doença se alastrou pela Europa, em especial, na Itália. Na terça (25), foi confirmado o primeiro caso no Brasil.
Para conter a alta do dólar, o Banco Central (BC) anunciou leilão extraordinário de 10 mil contratos de swap cambial nesta quarta, das 13h30 às 13h40, que totalizam US$ 500 milhões. Na quinta (26) serão ofertados 20 mil contratos das 9h30 às 9h40, que equivalem a US$ 1 bilhão.
Na prática, a operação promove o aumento da oferta da moeda, já que o BC oferece contratos que remuneram o investidor pela variação cambial, o que ajuda a reduzir o preço do dólar.
No exterior, as Bolsas dos Estados Unidos e da Europa operam em alta após dois dias de fortes quedas. Dow Jones sobe 1,3%, S&P 500, 1,5% e Nasdaq, 1,6%. O índice Stoxx 50, que reúne as maiores empresas da Europa, opera estável. Londres sobe 0,3% e Itália, 1,4%.
Veja também
Últimas notícias
Davi Davino Filho defende maioridade penal aos 14 anos contra aliciamento pelo tráfico
Ceci reúne apoiadores em arrastão na Branca de Atalaia ao lado de Arthur Lira e Alvinho
Rute Nezinho defende fortalecimento da rede de proteção contra a violência infantil
Fabio Costa reforça apoio a JHC e Marina e destaca união para Alagoas vencer
Com a divulgação da Real Time, Marina JHC lidera todos as pesquisas divulgadas nesta semana
Gabi Gonçalves reúne multidão no Clima Bom e destaca ações do mandato
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
