Registro de boletins volta ficar suspenso durante paralisação da Polícia Civil
Categoria pede piso salarial de acordo com a média nacional
Um nova paralisação dos policiais civis teve início na manhã desta quarta-feira (04) e segue até às 8h da manhã da sexta-feira (6). A categoria busca aumento do piso salarial de acordo com a média nacional.
Durante o período, os agentes e escrivães não podem confeccionar boletins de ocorrências, Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), ir ao local do crime e cumprir mandados de prisão e busca e apreensão.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), a categoria recebe o pior piso salarial com nível superior da segurança pública de Alagoas e é o 4º pior piso salarial do Brasil, acumulando perdas salariais de mais de 20%.
Na quinta-feira, o Sindpol realizará um ato de ação social com café da manhã para os policiais civis e a população no Centro de Maceió, em frente ao antigo Produban, às 9h.
Haverá atendimento aos policiais civis e a população na parte jurídica e de saúde, com teste de glicemia, aferição de pressão arterial, atendimento psicológico e orientação nutricional.
O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, alerta a população que a desvalorização e a desmotivação dos policiais civis refletem no aumento da violência. “Estamos alertando que a Polícia Civil parada, por conta do descaso do governo de Alagoas, que fechou o canal de negociação, está prejudicando toda a sociedade alagoana”.
Os policiais civis podem fazer flagrante de delito, que deverá ser feito um por vez; audiência de custódia, quando não puder remarcar; e prerrogativas dos advogados.
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