Hospital Geral do Estado é referência no atendimento às vítimas de apendicite
Doença cirúrgica é considerada de urgência pelo Sistema Único de Saúde e pode afetar pessoas de qualquer faixa etária
Uma dor insuportável na região do abdômen do pequeno Lourival Felipe do Nascimento, de 10 anos, filho do funcionário público Lourenildo Paixão do Nascimento, 33 anos, trouxe ambos ao HGE. E quem não conhece ou não ouviu a história de uma pessoa que, após essa dor, correu para uma emergência hospitalar e acabou no centro cirúrgico para retirada do apêndice?
Pois é, a apendicite é considerada uma doença cirúrgica de urgência e no Sistema Único de Saúde (SUS) alagoano, o Hospital Geral do Estado (HGE) é a unidade hospitalar de referência para o procedimento. A doença pode afetar qualquer um, desde crianças até pacientes da terceira idade. No entanto, adolescentes e adultos jovens são os mais atingidos.
Como o pequeno Lourival, a estudante de psicologia, Jennyfer Amanda Chagas, 19 anos, também foi diagnosticada com a doença no HGE. O caso dela foi mais grave, pois o órgão já havia supurado, termo médico utilizado quando o apêndice se rompe, podendo levar a uma infecção generalizada.
O médico cirurgião geral Paulo Valões, responsável pela cirurgia dos dois pacientes citados, contou que os extremos de idade normalmente apresentam maior dificuldade no diagnóstico. “Nos primeiros anos de vida, por exemplo, o problema pode ser confundido com uma gastroenterite, o que chegou a ser cogitado no caso de Jennyfer por outros médicos, inclusive. O quadro também se confunde com a presença de cálculos renais e problemas na bexiga ou na vesícula”, explicitou.
Para auxiliar no diagnóstico, o cirurgião referiu que é possível utilizar ultrassonografia e tomografia computadorizada. “A palpação com descompressão brusca, quando provoca uma dor súbita, também demonstra um processo inflamatório”, descreveu o especialista.
O órgão - Localizado no lado direito e inferior do intestino grosso, o apêndice é um órgão linfático que parece uma bolsa fininha ou o dedo de uma luva, com mais ou menos 10 cm de extensão.
Os sintomas iniciais da apendicite são, em geral, mal-estar, falta de apetite, febre, náuseas e vômitos. “Dificilmente, entretanto, a inflamação do apêndice é identificada através desses sintomas porque eles também podem sugerir inúmeras outras doenças. Daí a fatídica dor que se manifesta ao lado direito da barriga, mais ou menos na altura do umbigo é o principal indicador”, aludiu Paulo Valões.
De acordo com ele, a dor pode começar de forma leve e contínua, mas a tendência é que ela vá se agravando até não ter mais como suportar. Foi o que aconteceu com Lourival e Jennyfer. “Primeiro era apenas um desconforto, levamos nosso filho para o posto de Luziápolis, em Campo Alegre, onde moramos, mas a dor não passava, só aumentava. Foi aí que a médica transferiu para o HGE com a suspeita de apendicite, confirmada logo na chegada, na área Vermelha”, descreveu.
Paulo Valões mencionou que, quando não diagnosticado rapidamente, o apêndice inflamado tende a romper, o que ocorreu no caso de Jennyfer. “Isso pode levar a uma perfuração para a cavidade abdominal o que pode gerar uma infecção generalizada”, alertou o cirurgião.
Ele contou que, apesar de a perfuração, a infecção foi combatida em tempo hábil com a retirada do apêndice de Jennyfer. “No caso dela, o órgão estava bem escondido o que dificultou o diagnóstico por outros profissionais, todavia, percebemos, na cirurgia, que ela também tinha um cisto no ovário relativamente grande, o que a levaria a uma cirurgia posteriormente. E, através de uma única abertura cirúrgica, conseguimos realizar dois procedimentos”, comemorou o especialista.
A mãe de Jennyfer, Joselma Chagas, contou que há oito dias a filha vinha sofrendo com dores. “Graças a Deus e a equipe de profissionais de plantão no HGE, conseguimos realizar o procedimento. Apesar de ser muito forte, ela vinha sofrendo muito estes dias”, emocionou-se.
O cirurgião explicou que o intestino pode parar de funcionar e o sistema digestivo entrar em colapso no rompimento do apêndice, levando muitas vezes à morte do paciente. “Por esse motivo, é importante que se busque um atendimento de emergência qualificado e de credibilidade, que disponha dos meios para o diagnóstico mais rápido e o tratamento imperativo que será a remoção do órgão em um ato cirúrgico”.
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