Discurso de Bolsonaro repercute entre deputados estaduais de AL
Por causa da pandemia, sessões estão ocorrendo de forma virtual
O pronunciamento em que o presidente Jair Bolsonaro chamou o coronavírus de “gripezinha” e contrariou especialistas e autoridades sanitárias repercutiu durante sessão virtual da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) nesta terça-feira (25).
Os deputados Cabo Bebeto (PSL) e Bruno Toledo (PROS) saíram em defesa do discurso do presidente e afirmaram que o problema gerado na economia pode ser maior que os impactos do Covid-19.
“O comércio deveria reabrir no dia primeiro abril. É um prazo razoável para diminuir a curva de contaminação. O profissional autônomo não vai aguentar muito tempo. Estamos nos preocupando com o problema e criando outros maiores. Precisamos dar oportunidade para o comércio reabrir e as demais pessoas tragam alimento pra casa”, afirmou Cabo Bebeto.
“Em que ele mentiu? Ele fala que a questão climática do Brasil é diferente da Itália, o que é verdade. Ele não fala em retomada geral do convívio social, mas fala sobre preservar o grupo de risco. O presidente traz uma questão pessoal quando diz que tem “histórico de atleta”, mas que retrata a grande maioria dos casos”, disse Bruno Toledo.
As deputas Cibele Moura (PSDB) e Jó Pereira (MDB) repudiaram o discurso do presidente da República. O parlamentar Inácio de Loiola (PDT) se juntou a elas e relembrou que, em 1919, o Brasil perdeu o presidente Rodrigues Alves durante a pandemia de gripe espanhola.
“Eu lamento muito que o presidente utilize o comunicado para relativizar uma crise do tamanho da que a gente vive hoje, chamando de gripezinha. Pela primeira vez, a não ser pela guerra, as Olimpíadas foram suspensas. Ele coloca nossa população sem saber em acreditar. Minha bandeira é a defesa do empreendedor, mas precisamos ser sérios e honestos. Não é momento de atacar a ciência. O mundo todo está indo em uma direção e vamos para outra?”, questionou Cibele Moura.
“Ele trouxe uma afirmação que vai de encontro com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com Ministério da Saúde. É tudo que não precisamos nesse momento. Ele perdeu a oportunidade de dialogar com governadores, sociedade, imprensa, inclusive com outros poderes. Todos nós estamos preocupados com encomia, precisamos organizar a retomada para ontem, mas ele não poderia escolher a tática de polemizar e politizar esse momento”, disse Jó Pereira.
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