MP recorre de decisão que inocentou pai acusado de violentar sexualmente filha
Laudo comprovou que criança de 3 anos foi violentada
O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) interpôs recurso de apelação, nos autos do processo nº 0712419-89.2014.8.02.0001, contra decisão judicial que inocentou um homem acusado de abusar sexualmente da filha menor, de apenas três anos. No novo documento encaminhado à 14ª Vara Criminal da capital, a promotora de justiça Dalva Tenório, da 59ª Promotoria de Justiça, requer que o Judiciário leve em consideração os depoimentos que fazem parte da ação penal, assim como o laudo pericial que comprovou que a vítima foi violentada.
No recurso, Dalva Tenório reforça que o apelado foi denunciado pelo crime de estupro, previsto no artigo 217-A, do Código Penal e que, para tanto, o Ministério Público levou em consideração os depoimentos da própria criança que sofreu a violência sexual, da mãe da vítima e de uma conselheira tutelar, além do exame de conjunção carnal realizado pelo Instituto Médico Legal.
“A vítima, durante a instrução processual, confirmou o que havia relatado durante a fase inquisitorial, relatando que o seu pai mexeu em suas partes íntimas. A criança narrou que ele chegou bêbado em casa e mexeu em sua ‘florzinha’, expondo o denunciado”, relatou a promotora de justiça, ao citar o depoimento da menina.
“A mesma acrescentou que o denunciado mexeu tão forte que fez um ‘buraquinho’ em suas partes íntimas, e em seguida saiu sangue. Ademais, alegou que estava usando fralda no dia fatídico e que o acusado a tirou para praticar os atos de abuso sexual”, diz outro trecho do recurso.
Dalva Tenório também argumentou que a própria mãe da criança contou que, no dia do crime, a filha chegou chegou em casa e disse que “tinha saído sangue do ‘piu piu’ e que tinha sido o papai”. Além disso, a genitora confirmou que, ao olhar a vagina da vítima, a mesma estava ‘estranha’, motivo que a levou a procurar o conselho tutelar no outro dia.
Ouvida durante a instrução processual, a conselheira tutelar que atendeu a esse caso também confirmou que o órgão genital da criança, à época, ‘realmente não estava normal’.
“Ora, os depoimentos unidos ao laudo do exame de conjunção carnal demonstram claramente a autoria e materialidade delitivas e já são suficientes para a reforma da decisão ora recorrida. Como explicar uma criança de três anos com o órgão genital marcado por sinais de abuso e apontando ter sido o pai?”, disse questionou Dalva Tenório ao Juízo da 14ª Vara.
Por fim, a titular da 59ª Promotoria de Justiça destaca que o pai paga a pensão da filha normalmente e que mantém boa relação com a ex-companheira, o que não daria motivos, portanto, para que a mãe da vítima inventasse fatos para prejudicá-lo.
Trabalho home office
Dalva Tenório aproveitou a oportunidade para lembrar que o recurso de apelação foi interposto durante o sistema de teletrabalho, implantado momentaneamente no Ministério Público em razão da pandemia da Covid-19. “Estamos produzindo em home office, mas cumprindo fielmente as nossas atribuições. O crime de violência sexual contra uma criança é capaz de provocar nela traumas que talvez jamais sejam superados. Por isso, seguimos vigilantes, atentos e buscando a punição para os abusadores”, garantiu ela.
Além da 59ª, a 60ª Promotoria de Justiça também tem a função de combater crimes praticados contra crianças e adolescentes.
Veja também
Últimas notícias
Corpo de Stephanye Thauany é sepultado em Maceió e família pede Justiça
Lago Juca Sampaio passa por manutenção em Palmeira dos Índios
Defesa Civil de Maceió alerta para possibilidade de chuvas significativas na sexta (17)
MP investiga falhas na segurança após confusão generalizada em jogo do ASA
[Vídeo] Ambulantes brigam por espaço em praia da Sereia, em Maceió
Tadeu Schmidt tira barba e ganha chuva de elogios da web
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
