MPT e profissionais da educação discutem soluções para a continuidade de aulas em escolas particulares
Professores enfrentam dificuldades para gravar aulas, e pais de alunos estariam pedindo a redução das mensalidades
Representantes de estabelecimentos de ensino e do Sindicato dos Professores (Sinpro) discutiram na manhã desta quarta-feira, 8, durante audiência de mediação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), soluções que possam minimizar a situação das escolas particulares do estado diante do isolamento social decorrente da pandemia do coronavírus (covid-19). Um dos principais problemas relatados é a falta de normatização para professores ministrarem as aulas de forma remota.
Com a suspensão das atividades nas escolas até o final de abril, fixada pelo novo decreto do Governo de Alagoas, os professores iniciaram a transmissão das aulas por vídeo, mas muitos estabelecimentos de ensino e parte dos alunos ainda enfrentam muitas dificuldades de adaptação ao sistema digital. A falta de aparato e conhecimento técnico necessários para a gravação das aulas e os possíveis problemas enfrentados pelos professores para transmitir os conteúdos, agora de forma virtual, segundo os sindicatos, são fatores que podem prejudicar a qualidade do ensino.
Outra preocupação, apresentada pela categoria que representa as escolas particulares, é manter o pagamento de salários aos professores e a empregados do setor administrativo. Por conta da suspensão presencial das aulas, pais de alunos estariam pedindo a redução do valor das mensalidades e até o cancelamento das matrículas dos estudantes.
Em entrevista à imprensa, o procurador-chefe do MPT em Alagoas, Rafael Gazzaneo, afirmou que o MPT está tentando encontrar uma solução que atenda aos interesses dos trabalhadores, dos proprietários das escolas e também dos pais e alunos. “Nesse cenário de emergência sanitária, a legislação abriu a possibilidade da realização de aulas por meio digital. E, como há essa possibilidade, esperamos que os pais dos alunos compreendam a situação para que sejam encontradas formas que permitam a continuidade da prestação dos serviços pelas escolas”, explicou.
Rafael Gazzaneo afirmou que as tratativas sobre o assunto irão continuar e espera que seja definida uma normatização, via Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a respeito da gravação e transmissão das aulas de vídeo pelas escolas. O Ministério Público do Trabalho, como integrante do gabinete de crise do Governo de Alagoas, também irá discutir a possibilidade de o governo flexibilizar o funcionamento das escolas para que os professores possam realizar a gravação dos conteúdos e atender pais que pretendam pagar e negociar mensalidades.
“Essa flexibilização, no entanto, deverá ocorrer de acordo com as normas de segurança e saúde no trabalho, notadamente aquelas relacionadas à prevenção e combate à pandemia, como por exemplo, a proibição de trabalho presencial aos trabalhadores maiores de 60 anos, gestantes e lactantes e do grupo de risco, o fornecimento de equipamentos de proteção individual, e a quantidade reduzida de trabalhadores laborando no mesmo horário”, complementou o procurador.
Veja também
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
