Maceió ganha hospital de campanha para reeducandos do sistema prisional
Estrutura foi montada no antigo Presídio Feminino Santa Luzia
A Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) anunciou, nesta segunda-feira (01), que Maceió contará com um hospital de campanha dentro do complexo penitenciário para atender reeducandos que estejam com suspeita ou contaminados pelo novo coronavírus (Covid-19). O hospital está localizado no antigo Presídio Feminino Santa Luzia.
Segundo a Seris, os presos que chegam das carceragens da Polícia Civil passam pela porta de entrada do sistema prisional, ou seja, o Presídio de Segurança Máxima (PSM), onde são realizados testes rápidos para detecção de doenças como HIV, sífilis e hepatite B. Caso apresente algum sintoma do novo coronavírus durante o período de triagem – que compreende 30 dias –, o custodiado é transferido automaticamente para o hospital de campanha, onde passa a ser acompanhado pela equipe de saúde do local.
Outro meio de prevenção é a quarentena – que acontece no hospital de campanha e pelo período de 15 dias – dos reeducandos que necessitaram de atendimento médico em alguma unidade hospitalar também destinada a pacientes com covid-19, independentemente do motivo. “Se, durante esse período, não identificarmos nenhum sintoma, o custodiado é novamente avaliado por nossa equipe médica para, então, retornar à unidade prisional de origem”, destaca a gerente de Saúde da Seris, tenente PM Jacqueline Leandro.
O gerente do Comando de Operações Penitenciárias (COP), capitão PM Alucham Fonseca, por sua vez, reforça que a Seris tem adotado todas as medidas para manter o controle do sistema prisional. “Sabemos que o coronavírus é um problema mundial. Logo, estamos somando esforços para evitar novas infecções. Todos os servidores que atuam no hospital de campanha, por exemplo, dispõem dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados pelas organizações de saúde, como máscara (facial e de acrílico), capote, óculos, luvas e touca”, disse.
Além da assistência preventiva aos reeducandos, uma equipe multidisciplinar também foi montada para realizar a assistência psicossocial dos servidores penitenciários, permitindo-lhes enfrentar os desafios do coronavírus da melhor forma possível. “A partir dos primeiros sintomas apresentados pelos colaboradores, ainda que sejam apenas gripais, todos são orientados a cumprir o isolamento social por sete dias", salienta a gerente de Saúde da Seris
“No oitavo dia, a Seris realiza o teste rápido para confirmar ou descartar a ocorrência de coronavírus. Caso o resultado seja positivo, o servidor é direcionado para atendimento na rede de referência. Sendo negativo, os colaboradores cumprem mais sete dias de isolamento para se evitar qualquer risco de contágio”, concluiu a gestora.
Já quando retorna ao serviço, depois de cumprir a quarentena, o colaborador tem sua condição avaliada pela equipe de saúde, que analisa se ele está fisicamente apto para o retorno.
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