Covid-19: Vigilância Sanitária orienta sobre descarte de máscaras e luvas
Material infectado ou com suspeita de contaminação exige cuidados na hora de ser descartado
Estes materiais antes eram de uso praticamente exclusivo de unidades de saúde, mas com o surgimento de casos do novo coronavírus, a população também começou a utilizar luvas, máscaras e outros insumos de proteção. Com isso, a Vigilância Sanitária de Maceió emitiu uma nota técnica com orientações para o descarte adequado destes resíduos nas residências e outros estabelecimentos.
De acordo com Nelson Menezes, coordenador-geral da Visa de Maceió, o objetivo é orientar a população sobre o descarte e divulgar informações aos domicílios e serviços sobre o gerenciamento de resíduos. “A intenção é diminuir os riscos de contágio e propagação da covid-19, principalmente para as pessoas que têm contato com os resíduos”, explica.
As recomendações podem ser aplicáveis a domicílios, condomínios e estabelecimentos. Em todos os casos os sacos para resíduos devem ser preenchidos até, no máximo, dois terços da sua capacidade e os materiais descartados devem ser mantidos em sacos e dentro de lixeiras fechadas até o momento da coleta.
A nota orienta ainda que para embalar resíduos contaminados ou com suspeita de contaminação, o saco deve ser fechado, colocado em outro saco e fechado novamente.
Recomenda-se também que em domicílios com morador de quarentena por ter tido contato com pessoa infectada, por estar apresentando sintomas ou por ter sido confirmado com covid-19, que não entreguem resíduos recicláveis aos catadores, a fim de não expor esses trabalhadores ao risco.
Do documento constam recomendações específicas para domicílios e condomínios. No caso das residências, máscaras, luvas e lenços utilizados rotineiramente devem ser embalados em um saco plástico antes de serem colocados no lixo comum, mesmo que não sejam todas as pessoas da residência que estejam em quarentena. Recomenda-se que as lixeiras sejam do tipo lavável, resistente à ruptura ou tombamento, sem buracos e sem acionamento manual.
A nota trata ainda do uso de saco vermelho, branco leitoso com o símbolo de infectante ou, na impossibilidade, sacos de outras cores, identificando o pacote.
Entre as recomendações para condomínios, no caso de morador infectado ou com caso positivo em seu apartamento, ele deve comunicar o fato ao responsável para que sejam tomadas as medidas de segurança e higiene do coletor ou colaborador destinado à função. O local de destino desses materiais deve ser separado dos outros resíduos, longe das áreas de convívio e bem protegido do alcance das pessoas.
As recomendações se estendem a empresas de ônibus, trem, hotéis, rodoviárias, supermercados e outros estabelecimentos. Nestes casos, a orientação é de que os resíduos utilizados por funcionários ou clientes, devem ser empacotados separadamente, mesmo sem a suspeita da doença. A nota determina que, ao serem descartados, os materiais devem ser colocados em sacos plásticos duplos e muito bem fechados para só depois serem colocados no lixo comum.
Já quando ocorrer um caso suspeito ou confirmado de infecção por coronavírus, os resíduos produzidos pelo colaborador, cliente ou alguém que tenha prestado assistência, devem ser embalados em sacos plásticos duplos na cor vermelha ou, na falta destes, no saco branco leitoso com o símbolo de infectante.
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